Cidade
Consórcio Guaicurus: Problemas apontados pela Prefeitura já constavam em relatório da CPI do Transporte
Presidente da Câmara afirma que apontamentos feitos pela comissão da Prefeitura coincidem com conclusões da CPI do Transporte
A recomendação de intervenção no Consórcio Guaicurus apresentada pela comissão instituída pela Prefeitura de Campo Grande reforçou conclusões já apontadas pela CPI do Transporte Público da Câmara Municipal. Apesar disso, a adoção de uma eventual intervenção foi adiada. Nesta sexta-feira (12), o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, informou que a prefeita Adriane Lopes decidiu adiar a decisão em razão das discussões envolvendo o reajuste salarial dos professores da rede municipal.
Instalada no primeiro ano da atual legislatura, a CPI apurou a execução do contrato de concessão do transporte coletivo por meio da análise de documentos, oitivas e levantamentos técnicos. Ao longo dos trabalhos, foram realizadas mais de 50 horas de depoimentos com representantes do consórcio, gestores públicos, especialistas e usuários do sistema.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Papy, parte das conclusões da comissão parlamentar encontra correspondência nos apontamentos feitos pelo grupo técnico do Executivo. “Estamos nos aproximando de uma intervenção que foi proposta pelo relatório final da CPI do Transporte Público. Esse desdobramento é fruto da decisão da Casa de investigar um tema de grande impacto para a população. Foram mais de 50 horas de oitivas que resultaram em um relatório embasado e que exige providências para que a população tenha um transporte público melhor em Campo Grande”, afirmou.
O relatório elaborado pela comissão da Prefeitura aponta possíveis descumprimentos contratuais, falhas operacionais e questões estruturais relacionadas à prestação do serviço. Parte desses aspectos já havia sido registrada no relatório final da CPI.
Com o adiamento anunciado pelo Executivo, ainda não há prazo definido para que a prefeita decida sobre a eventual adoção de medidas em relação ao contrato de concessão do transporte coletivo. O relatório da comissão especial permanece sob análise da administração municipal.