Quem passa pela região central de Campo Grande já pode utilizar uma nova opção de transporte. Os patinetes elétricos compartilhados da empresa JET começaram a operar nesta terça-feira (7), com 400 equipamentos distribuídos em pontos estratégicos da Capital. Nesta fase inicial, o serviço funciona em caráter experimental e será monitorado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

O lançamento ocorreu na Praça Ary Coelho e marca o início dos testes que irão avaliar a integração da micromobilidade ao trânsito da cidade, além da demanda pelo novo modal.

Neste primeiro momento, os patinetes estão disponíveis nos bairros Centro, Jardim dos Estados e Vila do Polonês, além de trechos do Parque Ecológico do Sóter. No parque, a circulação acontece com velocidade reduzida para garantir mais segurança aos usuários.

Segundo o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Ferreira, o período experimental permitirá ao município avaliar o funcionamento do serviço e identificar as medidas necessárias para uma futura regulamentação.

"Identificamos o crescimento desse tipo de mobilidade e entendemos a necessidade de realizar um teste prático para saber como isso funciona dentro do município, quais providências são necessárias e como promover uma integração segura dessa mobilidade com os demais usuários das vias, das ciclovias e também com os pedestres", afirmou.

O serviço é contratado pelo aplicativo GO JET, disponível para Android e iOS. Em Campo Grande, o desbloqueio do patinete custa R$ 0,99, enquanto a utilização é cobrada a partir de R$ 0,39 por minuto. A plataforma também oferece pacotes de minutos e assinatura mensal para usuários frequentes.

Os equipamentos contam com freios, iluminação traseira, placa de identificação, monitoramento por GPS e velocidade máxima de 20 km/h, conforme as normas vigentes. O uso é permitido apenas para maiores de 18 anos e deve ser feito de forma individual.

Ao finalizar a corrida, o usuário deve estacionar o patinete exclusivamente nos locais indicados pelo aplicativo, sem obstruir calçadas, faixas de pedestres, rampas de acessibilidade ou acessos de veículos.

Durante a fase de testes, a Agetran acompanhará dados sobre utilização, circulação e demanda. As informações servirão de base para futuras definições sobre a regulamentação da micromobilidade compartilhada em Campo Grande.