Clima
Seca atinge níveis severos em regiões do Mato Grosso do Sul, aponta Cemtec
Indicadores de até -3 revelam persistência do déficit hídrico no nordeste do Estado, mesmo após chuvas acima da média
Apesar das chuvas acima da média em setembro, Mato Grosso do Sul ainda enfrenta os efeitos da seca acumulada, principalmente nas regiões nordeste, sul e pantaneira. Os dados são do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).
Segundo o relatório, o Índice Padronizado de Precipitação (SPI) dos últimos 12 meses registrou valores abaixo de -1,6 em pontos do Estado, indicando seca severa a extrema.
No nordeste, o Índice de Precipitação e Evapotranspiração (SPEI) atingiu valores entre -2 e -3, revelando condições críticas de déficit hídrico.
Alcinópolis registrou apenas 19,4 milímetros de chuva em setembro, o menor volume entre as localidades analisadas. Costa Rica, Figueirão e Pedro Gomes também aparecem entre os municípios com maiores déficits de precipitação em relação à média histórica.
No Pantanal, houve avanço e intensificação da seca em comparação com julho, com índices entre -1 e -2 e focos isolados de seca severa.
O Cemtec aponta que as chuvas recentes reduziram o déficit hídrico no curto e médio prazo, mas ainda não eliminaram os efeitos das estiagens anteriores.