A perícia descartou a presença de cocaína nos materiais encontrados no caminhão envolvido no acidente que matou Erasmo Eros Mosena, de 59 anos, e Rodrigo Rodrigues de Jesus, de 40, em 6 de setembro, na BR-163, na região da Serra do Cachimbo, em Guarantã do Norte (MT). Os exames foram realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), conforme dois laudos, sendo o mais recente emitido em 16 de outubro.

Os materiais foram recolhidos durante o atendimento da ocorrência e, inicialmente, levantaram suspeitas por apresentarem características semelhantes às de entorpecentes. No entanto, os exames laboratoriais não confirmaram a presença de drogas nas amostras analisadas.

O primeiro laudo, emitido em 24 de setembro pela unidade da Politec em Guarantã do Norte, examinou três amostras de materiais esbranquiçados, incluindo uma barra envolvida em plástico e duas porções armazenadas em frascos de vidro. Os testes tiveram resultado negativo para cocaína.

Posteriormente, as amostras foram encaminhadas ao laboratório forense da Politec, em Cuiabá, para análises complementares. O laudo definitivo, assinado em 16 de outubro, confirmou os resultados anteriores. Também não foram identificadas outras substâncias catalogadas capazes de causar dependência ou alterar o comportamento, em quantidade detectável e conforme a metodologia utilizada.

Segundo a família das vítimas, o material em formato de tablete era sabão caseiro, enquanto os recipientes de vidro continham sal e açúcar, produtos transportados para uso durante a viagem.

O boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), registrado no dia do acidente, descreveu os materiais como semelhantes a entorpecentes e informou que seriam encaminhados para análise. Naquele momento, ainda não havia confirmação sobre a composição das substâncias.

Após a conclusão dos exames, Gabrieli Mosena da Silva, filha de Erasmo, procurou a redação do JD1 e encaminhou os dois laudos para solicitar a divulgação dos resultados. 

Em mensagem ao veículo, ela relatou que a associação dos nomes das vítimas à suspeita de drogas provocou sofrimento adicional aos familiares. A filha afirmou compreender a divulgação das informações preliminares disponíveis na data do acidente, mas considerou importante tornar públicas também as conclusões definitivas da perícia.