Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cidades do Mato Grosso do Sul enfrentando uma nuvem funil, fenômeno atmosférico que lembra um mini furacão, o fato gerou especulações e curiosidades dos moradores. Mas, o meteorologista Natálio Abrahão, alerta que o fenômeno é resultado do calor extremo e deve se repetir muito ainda neste verão.
“Não só em Campo Grande, mas outros locais, principalmente na região leste e sudeste do estado, tem registrado esse fenômeno, que acontece devido as altas temperaturas, da umidade que está muito elevada e, principalmente neste momento, das temperaturas no solo. A temperatura ontem à superfície atingiu em torno de 65 graus nessas regiões”, explicou.
O especialista destacou que essa combinação cria um potencial de energia muito forte, gerando nuvens, chamada por 'cumulonimbus', responsáveis pelas descargas elétricas, trovoadas, rajadas de ventos e granizo. Dentro dessas nuvens, a circulação dos ventos acaba gerando esse fenômeno giratório.
“Quando ela desce da nuvem, girando internamente no sentido horário e a parte externa não tem uma direção definida, provoca fortes rajadas de vento. Em condições de não atingir o solo, ela se chama nuvem funil, por ter esse formato de um funil. Quando atinge o solo, aí sim passa a se chamar tornado”.
Natalio ainda alertou que, neste verão e primavera, com temperaturas tão elevadas, será 'comum' ver essas situações. “No nosso caso, como foi no chão e não atingiu o solo, é uma nuvem funil, mas futuramente, em outros casos, que é prevista a ocorrência, aqui em Mato Grosso, podem surgir outras situações como esta, neste verão, que está com temperaturas muito elevadas, de novas ocorrências desse tipo de fenômeno”, concluiu.
Confira abaixo um registro feito na manhã desta quarta-feira (14) em Chapadão do Sul.
Verão promete ser quente e com chuvas irregulares em Mato Grosso do Sul
O verão 2025/2026 em Mato Grosso do Sul começou no dia 21 de dezembro de 2025, e segue até 20 de março de 2026. De acordo com o Cemtec, a estação deve ser marcada por altas temperaturas, maior umidade na atmosfera e chuvas irregulares, características típicas do período e que já temos visto no dia a dia.
Climatologicamente, o estado registra temperaturas médias entre 24°C e 26°C na maior parte do território, podendo chegar a 28°C nas regiões noroeste e nordeste, e cair para 22°C no extremo sul. A previsão indica que as temperaturas devem ficar próximas ou ligeiramente acima da média histórica, tornando o trimestre mais quente que o normal.
Em relação às chuvas, a média histórica para janeiro, fevereiro e março varia entre 400 e 600 mm, podendo chegar a 700 mm no extremo nordeste do estado. O Cemtec aponta que os volumes de precipitação neste verão devem ser irregulares, com possibilidade de totais ligeiramente acima ou abaixo da média histórica, dependendo da região.
O modelo climático também indica probabilidade de neutralidade do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS), ou seja, esse fator não deve interferir significativamente no clima do estado.
O verão 2025/2026 deve apresentar períodos mais quentes, dias com maior incidência de radiação solar, chuvas rápidas e intensas, e possíveis tempestades com descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. O Cemtec alerta para risco de alagamentos urbanos e elevação rápida do nível de rios e córregos durante episódios de chuvas fortes.
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Fenômeno deve ser visto mais vezes no estado, segundo especialista 


