Sem a mínima estatura eleitoral para disputar com o Capitão Contar a preferência por uma das duas vagas de candidato a senador pelo Partido Liberal (PL), cujo nome vai ser definido por meio de pesquisa de intenção de votos, o deputado federal Marcos Pollon rodou de vez. Nem a carta na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro indica a sua candidatura, que ele exibe como troféu numa moldura que o acompanha em suas andanças, deverá garantir alguma chance de pelo menos sonhar com o Senado. O dono do PL, Valdemar da Costa Neto, já anunciou a candidatura de Contar, que ao lado de Reinaldo Azambuja vai formar a dupla dos liberais para a Câmara Alta. Pelo menos restou a carta. Agora é só pregar o quadro na parede.

• A cor da candidata

Listagem que circulou em grupos de candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul chamou a atenção com relação à cor autodeclarada pela pré-candidata a deputada estadual Gleice Jane, que deverá buscar a reeleição. Assim como aconteceu em 2022, ela se autodeclarou preta, o que gerou críticas veladas de concorrentes da mesa agremiação, já que a legislação eleitoral estabelece volume maior de recursos (pelo menos 30%) do fundo partidário aos candidatos que não sejam brancos.

• Mais dinheiro

Coincidência ou não, fato é que em 2022 Gleice Jane recebeu R$ 155 mil do fundo partidário. Outras candidatas que se autodeclararam pretas receberam quantias equivalentes. São elas a professora Eugênia Portela (R$ 185 mil), Adriane Quilombola (R$ 70 mil) e Professora Bartô (R$ 170 mil). As que se autodeclararam brancas receberam bem menos. São elas Ada Nogueira (R$ 41.522,00), Eleandra Pachuki (R$ 40 mil) e Elisângela Pires (R$ 40 mil).

• Eleições na OAB-MS

No ano que vem acontece a eleição que vai renovar os quadros da Ordem dos Advogados em todo o País. Em Mato Grosso do Sul, o processo já foi deflagrado, pelo menos no âmbito interno dos grupos de oposição que defendem a oxigenação da gestão da Seccional, comandada em regime de revezamento há quase 12 anos por Mansour Elias Karmouche e Luiz Cláudio Bito Pereira. Dessa vez, a oposição espera reforçar o time com membros da gestão ora no poder e que se dizem insatisfeitos. Apostam no racha.

• Novamente o quinto

O motivo maior da insatisfação estaria relacionado às nomeações para as vagas nos tribunais pelo quinto constitucional. Tanto gente de fora quanto os que integram a gestão reclamam da forma como o processo é encaminhado, com baixíssima margem de discussão a respeito dos nomes indicados que contam com a simpatia da diretoria da Ordem.

• Meu pirão primeiro

Para o ano que vem, está previsto o surgimento de nova vaga no TJMS. O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, apesar de ter direito de permanecer no cargo até 2029, quando completará 75 anos, teria decidido abandonar a toga já em 2027. E a vaga, pela Ordem, já teria dono. Cabeça coroada da atual gestão. A ver.