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O Boticário transforma emoções brasileiras em fragrâncias com projeto que reúne cinco perfumistas internacionais
Box do Sentir traduz saudade, garra, otimismo, euforia e amor em criações olfativas e reúne profissionais de grandes casas de fragrâncias do mundo
E se sentimentos tipicamente brasileiros pudessem ser transformados em perfume? Foi a partir dessa pergunta que O Boticário criou o Box do Sentir, projeto que transforma cinco emoções — saudade, garra, otimismo, euforia e amor — em fragrâncias autorais.
A iniciativa foi desenvolvida em homenagem ao Dia do Perfumista e reúne cinco profissionais de destaque da perfumaria internacional, sob a coordenação de César Veiga, perfumista do Grupo Boticário. A proposta é valorizar o trabalho de criação por trás das fragrâncias e mostrar como memórias, experiências e referências culturais podem ser traduzidas em notas e acordes.
Participaram do projeto Yann Vasnier, da Givaudan, responsável pela interpretação do otimismo; Natasha Côté-Mouzannar, da IFF, que trabalhou a euforia; Leslie Gauthier, da Symrise, encarregada da garra; Veronique Nyberg, da MANE, que traduziu o amor; e Honorine Blanc, da dsm-firmenich, responsável pela saudade.
A proposta parte de uma perspectiva diferente da tradicional. Em vez de criar uma fragrância pensando apenas na emoção que ela poderá despertar em quem a utiliza, o sentimento foi colocado como ponto de partida para o próprio processo criativo.
“A perfumaria tem uma capacidade única de dar forma ao que, muitas vezes, não conseguimos traduzir em palavras. Conduzimos um processo criativo rigoroso e apaixonante, em que interligamos as nossas emoções e abrimos caminhos para que cinco nomes consagrados da perfumaria internacional dessem sua interpretação olfativa a esses territórios”, afirma César Veiga.
Segundo o perfumista, a iniciativa buscou unir sensibilidade, intuição, expressão cultural e conhecimento técnico na construção das fragrâncias.
Pesquisa e ciência
O desenvolvimento do Box do Sentir levou cerca de dez meses e envolveu etapas de pesquisa, criação e validação. Mais de 6 mil consumidores participaram do processo de escuta, realizado ao longo de três a quatro meses, contribuindo para a escolha dos cinco territórios emocionais trabalhados no projeto.
Depois dessa etapa, as fragrâncias passaram por desenvolvimento e refinamento junto aos perfumistas, além de testes e referências de neurociência. A intenção foi combinar dados sobre o comportamento dos consumidores com conhecimento científico e criação artística.
A relação entre cheiro, memória e emoção já integra pesquisas desenvolvidas pelo Boticário. A empresa mantém o Neurolab, estrutura voltada ao estudo das respostas emocionais provocadas por experiências sensoriais, além de um Centro de Pesquisa sobre o Olfato.
Para Paulo Roseiro, diretor executivo de Perfumaria do Grupo Boticário, a iniciativa reúne ciência, inovação e a relação afetiva construída pelos brasileiros com a perfumaria.
“Liderar a perfumaria no Brasil há quase cinco décadas exige mais do que ciência e vanguarda; exige um amor profundo pelo que fazemos e um respeito enorme pelo jeito como o brasileiro se conecta com o mundo”, afirma.
Cinco emoções, cinco interpretações
Cada perfumista partiu de sua própria relação com o Brasil para interpretar uma das emoções selecionadas.
Yann Vasnier, responsável pelo otimismo, encontrou inspiração nas paisagens brasileiras, na luz e nas formas do país. Sua criação procura representar a ideia de possibilidade e a crença no que ainda pode acontecer.
A euforia ficou a cargo de Natasha Côté-Mouzannar. A perfumista canadense, que vive em Paris e morou durante três anos no Brasil, utilizou referências ligadas à cultura, às frutas e à energia dos brasileiros para construir sua interpretação.
Leslie Gauthier, responsável pela garra, também possui uma relação pessoal com o país. A perfumista francesa viveu mais de uma década no Brasil, onde nasceu sua filha. A experiência serviu como referência para uma criação associada às raízes, ao pertencimento e à força diante das mudanças.
O amor foi interpretado por Veronique Nyberg, master perfumista da MANE, que mantém uma relação de longa data com o Brasil. Sua criação parte de elementos relacionados à proximidade, à troca e aos vínculos entre as pessoas.
Já Honorine Blanc, da DSM-Firmenich, recebeu o desafio de transformar a saudade em fragrância. Nascida no Líbano, a perfumista construiu sua leitura a partir de referências brasileiras, como pessoas, comidas, frutas, vegetação e cores, elementos associados às lembranças que permanecem após uma experiência marcante.
Experiência para consumidores
As cinco criações foram reunidas no Box do Sentir, que será disponibilizado para clientes do nível Ouro do Beautybox, programa de fidelidade do Grupo Boticário.
A partir do dia 25, os consumidores elegíveis poderão resgatar os kits pelo site ou aplicativo do programa.
Além da criação das fragrâncias, o projeto ganhou uma experiência multissensorial no lançamento. Em parceria com a artista Simone Mattar, O Boticário apresentou uma gastroperformance inspirada nas cinco emoções.
A experiência foi criada para envolver diferentes sentidos, como paladar, visão, audição, tato e olfato. Jornalistas e criadores de conteúdo participaram da imersão, que buscou aproximar o público do processo de criação das fragrâncias e das memórias que serviram de inspiração para cada uma delas.
Ao reunir perfumistas de diferentes origens e experiências com o Brasil, o projeto transforma sentimentos em uma linguagem que dispensa palavras e coloca no centro da criação aquilo que costuma ficar invisível para o consumidor: a autoria, a memória e a sensibilidade de quem desenvolve uma fragrância.