O caso de Wender Felipe da Silva Oliveira, de 20 anos, que morreu ao se jogar embaixo de um ônibus e ter a cabeça esmagada pela roda na noite desta quarta-feira (4), já havia sido notificado ao Ministério Público Estadual (MPE) desde 2014.

Nos últimos quatro anos dois procedimentos foram instaurados no MPE para investigar casos como o que matou Wender. Em 2014, um procedimento foi instaurado para investigar outros casos envolvendo o jovem. De acordo com o MPE, este procedimento foi arquivado. 

No dia 15 de agosto deste ano, o Ministério Público abriu outro procedimento administrativo para investigar cinco tentativas do jovem de entrar embaixo de transportes públicos. 

Com a reincidência da situação, em setembro deste ano, o Consórcio Guaicurus enviou um ofício ao Ministério Público Estadual, Secretaria Municipal de Assistência Social (SEAS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), informando sobre o risco de acidente. 

Atendimento

A Prefeitura de Campo Grande informou que o paciente foi atendido no Caps Vila Almeida, onde foi recomendada a sua permanência. Porém, ele não quis ficar.

Segundo a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Assistência Social recebeu uma denúncia sobre uma pessoa em situação de rua no Terminal Nova Bahia, aparentemente com transtorno mental se jogando embaixo do ônibus. 

O corpo de bombeiros foi acionado. Uma equipe da SEAS procedeu com o atendimento fazendo regulação da vaga e encaminhamento a uma unidade de saúde. Após a regulação, foi solicitado uma avaliação médica.