Em protesto contra a Reforma Trabalhista, que entra em vigor a partir deste sábado (11), Centrais Sindicais de Mato Grosso do Sul “enterram” a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

Em julho, o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou, sem vetos, a Lei 13.467/17 que modifica a legislação trabalhista. O texto flexibiliza a CLT para prever, entre outras medidas, a prevalência dos acordos sobre a legislação e o fim da contribuição sindical obrigatória.

O “velório” da CLT será realizado área central da cidade, na Rua 14 de Julho, no cruzamento com a Avenida Afonso Pena, a partir das 10 horas desta sexta-feira (10). A ação faz parte de do Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos, contra o desmonte da Previdência e pelo fim do trabalho escravo. 

“Muitos direitos dos trabalhadores foram usurpados nesses últimos meses de forma que não vimos outra forma de manifestar nossa indignação se não for assim, sepultando a CLT que foi drasticamente modificada para favorecer o empresariado, em detrimento do trabalhador”, afirma José Lucas da Silva, presidente da Feintramag MS/MT e coordenador da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB e membro do Comitê Estadual Contra as Reformas, formado por centrais, sindicatos e federações de trabalhadores de MS.

Para o coordenador administrativo do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União (Sindjufe/MS), as reformas trará prejuízo para as classes de trabalhadores do país. 

“A reforma trabalhista precariza as relações de trabalho e dá poderes aos patrões para negociarem o que quiserem com seus empregados”, explica Medina. Ele adverte que virá daí o aumento da jornada de trabalho, a redução dos salários; o encolhimento do horário de almoço e o fim do 13º salário e das férias. Será o caos para os trabalhadores, afirma.