Na eleição do dia 7 de outubro, os brasileiros que moram no exterior poderão votar apenas em candidatos que concorrem à Presidência da República. As urnas eletrônicas serão enviadas ao exterior pelo Ministério das Relações Exteriores para consulados e as embaixadas.

 

Este ano, o número de brasileiros no exterior aptos a votar aumentou 41,37%, são 500 mil 727, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para atender esse contingente serão enviadas urnas para 171 localidades em 99 países.

O aumento significativo de brasileiros aptos a votar fora do país é atribuído a uma parceria entre o TSE e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o que facilitou o cadastramento eleitoral de brasileiros residentes em vários países.

Outro destaque para esse aumento, são os avanços tecnológicos, como a criação do Título Net Exterior, que reduziu a burocracia para o alistamento e transferência do eleitor que reside fora do país, e a substituição do Título de Eleitor em papel pelo e-Título, também contribuíram para o crescimento do registro de eleitores brasileiros em outros países.

Em 2014, a votação no interior da China não pode ser feito. Segundo a chefe da Zona Eleitoral do Exterior (ZZ), Juliana Caitano, em 2018 a votação na China está mantida.

“Este ano, vamos fazer a votação no interior do país”, disse. “Também faremos a votação no interior do Vale do Bekaa, no Líbano, que é uma comunidade que mora em uma montanha muito isolada. Como eles moram em uma área de conflito, não conseguem sair do vale e votar em Beirute”, acrescentou.

 

Urnas

A responsabilidade pela organização da eleição no exterior cabe ao Cartório da Zona Eleitoral no Exterior (ZZ) fora do Brasil. Depois de lacradas, as urnas foram recolhidas pelo Itamaraty, que fará a distribuição para o exterior como malas diplomáticas a consulados e embaixadas. Cabe aos funcionários do MRE organizar e garantir a realização do pleito nesses locais.

No total 744 urnas serão enviadas aos locais de votação no exterior. Desse número, 680 são eletrônicas e 64, de lona. As urnas de lona, serão remetidas a 60 locais que têm dificuldades alfandegárias ou as que possuam problemas como queda de energia e instabilidade política ou com quantitativo de eleitores muito pequeno.

A maior parte das urnas eletrônicas será enviada para Boston (46) e Miami (45), nos Estados Unidos. Essas são as que possuem o maior número de eleitores fora do Brasil. Boston conta com 35.044 eleitores brasileiros cadastrados e Miami, 34.356. A terceira cidade com maior número de brasileiros aptos a votar no exterior é Tóquio, no Japão, com 26.092.

 

Perfil eleitorado exterior

As mulheres são maioria entre os brasileiros aptos a votar no exterior com 58,4%, totalizando 292.531 eleitoras, enquanto os homens equivalem a 41,6% do eleitorado. A faixa etária que predomina fora do país é a de 35 a 39 anos, seguida dos eleitores que têm entre 40 e 44 anos.

 

Como votar

O primeiro e o segundo turnos de votação no exterior ocorrem na mesma data da eleição no Brasil, das 8h às 17h, de acordo com o horário local. O primeiro turno das eleições será no dia 7 de outubro e o segundo no dia 28 do mesmo mês.

O Código Eleitoral prevê como condição para a criação de mesas de votação no exterior o número mínimo de 30 eleitores. As seções eleitorais funcionam nas sedes das embaixadas, em repartições consulares ou em locais em que existam serviços do governo brasileiro.

Para votar, basta que o eleitor apresente um documento oficial com foto. Para saber o local de votação, o eleitor deve consultar o portal do TSE, por meio da seção Serviços ao eleitor > Título de eleitor > título e local de votação.

A consulta pode ser feita pelo nome do eleitor (ou número do título eleitoral), data de nascimento e nome da mãe. Além da cidade e endereço de seu local de votação, lá aparecerá o número de seu título e de sua seção. Também é possível obter a versão digital do título de eleitor por meio do aplicativo e-Título, disponível para smartphones e tablets nas lojas virtuais Apple Store e Google.