A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ampliou em 486 perfis o banco estadual de DNA após duas etapas de coleta realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. A medida fortalece investigações criminais e aumenta as chances de identificação de autores por meio de vestígios biológicos encontrados em cenas de crime.

A etapa mais recente ocorreu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, onde foram recolhidas 186 amostras genéticas. Antes disso, outras 300 coletas já haviam sido feitas na Gameleira II.

As ações fazem parte das metas do Contrato de Gestão 2026 da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e são executadas pelo Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), da Polícia Científica, com apoio da Polícia Penal.

Após o processamento laboratorial, os perfis podem ser inseridos nos bancos estadual e nacional de DNA, permitindo comparações com materiais genéticos encontrados em investigações criminais.

Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Prado da Silva, quanto maior o número de perfis cadastrados, maiores são as chances de coincidência com vestígios sem autoria definida. “Um vestígio sem autoria hoje pode se transformar em prova amanhã”, destacou.

Dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos apontam que Mato Grosso do Sul já possui 5.471 perfis cadastrados. O sistema auxiliou 88 investigações e confirmou 59 coincidências genéticas no Estado.