O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) de Dourados confirmou, nesta sexta-feira (3), mais duas mortes em decorrência de complicações da Chikungunya. Com os novos registros, o município chega a 17 óbitos confirmados pela doença.

As vítimas são uma mulher de 74 anos, com histórico de doença renal crônica e hipertensão, que morreu em 18 de maio, e um homem de 71 anos, com diabetes, que faleceu no dia 19 de maio. Ambos estavam entre os casos anteriormente em investigação.

Segundo o COE, ainda há um óbito sob análise, referente a um homem de 43 anos, sem comorbidades, que apresentou sintomas em 13 de maio e morreu no dia 26 do mesmo mês. Do total de mortes confirmadas, 11 ocorreram entre moradores indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados.

O boletim epidemiológico também aponta um cenário ainda preocupante da doença no município, com quase 10 mil notificações, sendo 4.822 casos confirmados e outros em investigação. Na Reserva Indígena, mais de 2 mil casos já foram confirmados.

Apesar da alta circulação do vírus, o COE aponta redução no número de internações. Atualmente, 13 pacientes estão hospitalizados, número bem abaixo do registrado no pico da epidemia, quando havia mais de 50 internações simultâneas.

As autoridades de saúde também registraram queda na curva de novos casos e na presença do mosquito transmissor, mas reforçam que a situação ainda exige atenção da população.

O secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo, alerta que os níveis de positividade da doença seguem elevados, indicando circulação ativa do vírus no município.

A taxa de positividade da Chikungunya em Dourados permanece em torno de 50%, índice considerado muito acima do esperado por parâmetros internacionais de vigilância epidemiológica, que indicam controle quando abaixo de 5%.