O governo do Reino Unido anunciou que vai proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais a partir de março de 2027. A medida atingirá plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube e faz parte de um pacote de ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Segundo o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a decisão busca reduzir a exposição dos jovens a conteúdos considerados prejudiciais, além de combater casos de aliciamento, extorsão sexual e outros crimes praticados pela internet. Para garantir o cumprimento da regra, o governo pretende adotar sistemas de verificação de idade por reconhecimento facial e exigir que empresas de tecnologia criem mecanismos para impedir o compartilhamento de imagens de nudez com menores.

A proposta aproxima o Reino Unido de países como Austrália, que já adotou restrições semelhantes, enquanto outras nações europeias discutem medidas para limitar o acesso de adolescentes às redes sociais.

No Brasil, embora não exista uma proibição geral para menores em redes sociais, o país já adotou uma iniciativa com objetivo semelhante de reduzir os impactos da tecnologia sobre crianças e adolescentes. Em janeiro de 2025, o presidente Lula sancionou a lei que restringe o uso de celulares por estudantes em escolas públicas e privadas de educação básica durante aulas, recreios e intervalos.

A legislação brasileira permite o uso dos aparelhos apenas para fins pedagógicos, sob orientação dos professores, ou em situações relacionadas à acessibilidade. 

A decisão britânica, no entanto, vai além, o plano do Reino Unido pretende impedir que menores de 16 anos tenham acesso às principais redes sociais em qualquer ambiente, transferindo às plataformas a responsabilidade de controlar a idade dos usuários.

Empresas de tecnologia como Meta, Google, Snapchat e YouTube já manifestaram preocupação com a proposta. As companhias argumentam que uma proibição ampla pode levar adolescentes a buscar plataformas menos seguras e com menor controle de conteúdo.