Os Estados Unidos preparam o envio de drones militares MQ-9 Reaper que atualmente operam na África para a América do Sul. Segundo seis fontes ouvidas pela CNN, os equipamentos serão transferidos para o Comando Sul dos EUA e poderão ser usados em operações antidrogas e antiterrorismo realizadas em parceria com países da região.

Ainda não está definido quantos drones serão transferidos. Uma das fontes afirmou que a mudança deve envolver a “maioria” dos MQ-9 atualmente ligados ao Comando dos EUA na África. As aeronaves são utilizadas para coleta de informações e também têm capacidade para realizar ataques de precisão.

A movimentação ocorre em meio à ampliação da presença militar americana na região. No ano passado, os EUA já haviam enviado drones MQ-9, caças F-35 e pelo menos uma aeronave AC-130 para o Caribe durante operações contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

Entre os países envolvidos nas novas ações está o Equador, que iniciou neste ano operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra grupos classificados pelo governo americano como organizações terroristas.

A Colômbia também ampliou a cooperação. Segundo a CNN, o país chegou a um acordo para receber emprestados três drones MQ-9A Reaper dos Estados Unidos, que poderão ser usados para monitorar corredores utilizados pelo narcotráfico e em possíveis ataques de precisão.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, colocou a defesa do território americano e do Hemisfério Ocidental como principal prioridade da Estratégia Nacional de Defesa apresentada em janeiro. Ele também citou Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia como parceiros em operações contra grupos ligados ao narcotráfico.

A transferência dos equipamentos ocorre mesmo diante da atuação de grupos terroristas na África. Fontes ouvidas pela CNN demonstraram preocupação de que a retirada dos MQ-9 possa dificultar operações naquele continente.

Nos últimos meses, militares americanos também têm realizado ações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental. Ao menos 230 pessoas morreram nessas operações, segundo a CNN.

O Pentágono não comentou a transferência dos drones.