Tribunal do Júri
Réu é julgado por tentar matar homem que estuprou e matou menina de 6 anos em Campo Grande
Gilson Nunes responde por tentativa de homicídio contra Marcos Willian, que morreu em 2025 baleado pela polícia após estuprar e matar Emanuelly Victoria
Gilson Vinicius Nunes da Silva, de 25 anos, senta no banco dos réus nesta quarta-feira (3), em Campo Grande, acusado de tentativa de homicídio contra Marcos Willian Teixeira Timóteo. O fato ocorreu em 21 de abril de 2019, na Unidade Educacional de Internação Masculina Dom Bosco.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o réu, junto a outros internos, teria agredido a vítima com socos, chutes e golpes de madeira, além de asfixia, queimaduras e a imposição de ingestão de medicamentos misturados com água sanitária. A vítima sofreu ferimentos e sobreviveu.
De acordo com a acusação, Marcos Willian Teixeira Timóteo chegou a sofrer vários desmaios durante as agressões e só não morreu porque foi encontrado a tempo por agentes de segurança socioeducativa, sendo encaminhado para atendimento médico.
Na época dos fatos, ele cumpria medida de internação em razão de suspeita de ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável.
O julgamento ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. O conselho de sentença vai decidir o futuro do réu, que nega as acusações e atribui a responsabilidade a terceiros durante o processo.
Vítima morreu em confronto após investigação por estupro e morte de criança
Marcos Willian Teixeira Timóteo morreu em 28 de agosto de 2025, aos 20 anos, durante confronto com policiais civis que investigavam crimes de estupro e assassinato da criança Emanuelly Victoria Souza Moura, fato que causou grande repercussão em Campo Grande.
Na ocasião, ele era investigado por sequestro e cárcere privado, estupro de vulnerável, homicídio qualificado, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver. As investigações apontavam que a criança teria sido levada da Vila Taquarussu e encontrada posteriormente na Vila Carvalho, dentro da residência do investigado, já sem vida, em uma banheira infantil, embaixo de uma cama.
Câmeras de segurança teriam registrado o momento em que a criança foi levada. Após o desaparecimento, os pais acionaram a polícia e foi registrado boletim de ocorrência. Equipes de segurança iniciaram buscas e localizaram o corpo da vítima.
A Polícia Civil chegou a divulgar cartaz de procurado, e as equipes permaneceram em diligências até a localização do investigado em área rural de Campo Grande, na saída para Rochedo.
Segundo as informações, ao avistar os policiais, o suspeito, que estaria armado, teria reagido, iniciando confronto com as forças de segurança. Ele foi atingido, socorrido e encaminhado à UPA do Bairro Vila Almeida, mas morreu.
Consta ainda que o investigado possuía passagens anteriores por furto qualificado (2018), estupro de vulnerável (2019 e 2020) e injúria em contexto de violência doméstica (2024).
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