Um condomínio do Jardim Seminário, em Campo Grande, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, dia 10, durante a Operação Luxúria, desencadeada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Além desse mandado, outras ações foram realizadas contra empresas e demais pessoas físicas. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul não detalhou quantos mandados foram cumpridos na capital sul-mato-grossense.

O objetivo da operação é desarticular um esquema de lavagem de dinheiro operacionalizado por uma facção criminosa. A operação também resultou no bloqueio judicial de até R$ 8,1 milhões.

As apurações identificaram movimentações patrimoniais e financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades criminosas.

Segundo as informações apuradas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, sete investigados estariam diretamente vinculados ao núcleo familiar e empresarial envolvido no esquema, além de empresas suspeitas de serem utilizadas para a ocultação e a dissimulação de patrimônio.

A operação tem como objetivo aprofundar o rastreamento dos bens, identificar outros possíveis envolvidos e reunir novos elementos de prova relacionados ao esquema de lavagem de dinheiro.