Natureza
Arara-azul-grande é reclassificada como vulnerável em nova lista de espécies ameaçadas no Brasil
Atualização do ICMBio revisou o status de conservação da ave símbolo do Pantanal e incluiu 180 espécies no levantamento nacional
A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) passou por uma nova avaliação de conservação e foi reclassificada como espécie Vulnerável (VU) na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.
A atualização foi realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após estudos sobre o estado de conservação da fauna brasileira. Ao todo, 180 espécies ou subespécies foram incluídas na nova lista, enquanto outras 150 deixaram de fazer parte do documento.
Conhecida como um dos principais símbolos da biodiversidade do Pantanal, a arara-azul-grande está entre as espécies avaliadas no novo levantamento, que reúne 790 animais ameaçados de extinção e nove espécies consideradas extintas.
A lista contem mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, classificados em diferentes níveis de risco, como Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo.
Além da arara-azul-grande, a atualização também inclui espécies como o bugio-preto e o tamanduaí. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o levantamento é uma ferramenta para orientar ações de conservação, recuperação e proteção da biodiversidade brasileira.
Proteção da biodiversidade
De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira.
“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação", afirma Capobianco.
O documento substituiu a última versão publicada em 2022 e resulta de um esforço conjunto com comunidade científica e organizações da sociedade civil.
“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, reforça o presidente do ICMBio, Mauro Pires.