Segurança Pública
GCM denuncia 'salário indigno' e falta de pagamento de insalubridade em Campo Grande
Categoria afirma que possui direito reconhecido judicialmente ao adicional, mas denuncia que a prefeitura descumpre reiteradas decisões da Justiça
O GCM Hudson Pereira Bonfim, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande (SINDGM), participou de uma reunião aberta na Associação Comercial e Industrial de Campo Grande Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) nesta quarta-feira (1º), onde afirmou que a prefeitura de Campo Grande estaria descumprindo uma decisão judicial que garante o pagamento do adicional de periculosidade à categoria.
“É uma decisão judicial, o que nós queremos? Cumpra a decisão judicial, um ser humano normal, como nós temos que cumprir, o ente federativo então, ele tem que cumprir com as suas responsabilidades”, afirmou Bonfim, que está há 17 anos na corporação e preside o SINDGM.
Ele também relatou tratativas com a gestão municipal. “nós falamos com a prefeita [Adriane Lopes], mas ela depende de uma assessoria jurídica para que isso possa avançar. Tivemos uma primeira reunião prévia... a secretária de administração, que nos disse que o mais rápido possível ia começar a elaborar o laudo, mas posterior a isso, a gente viu manifestação de algumas categorias, e de lá a gente viu algumas informações que vai ter um aumento salarial para algumas categorias. E nós, guardas, temos uma decisão judicial para ser cumprida. Então, assim, a gente tem orientado, olha, está ilegal, cumpre aquilo que deve, tenha um passivo para depois discutir aquilo que é favorável para outras categorias”, expos Bonfim.
O advogado do SINDGM, Marcio Almeida, que move ação contra a prefeitura, afirmou que o tema envolve prioridade na gestão orçamentária.
“Olha, a prefeita de Campo Grande, ela atendeu lá o sindicato, eu tive lá nessa oportunidade, só que a grande questão é a seguinte, é escolha de prioridade. Campo Grande tem que começar a saber escolher o que está fazendo. Temos um orçamento que é único, ele não é um orçamento para educação, um orçamento para saúde, um orçamento para segurança, é um orçamento único.”
Ele também fez um apelo à participação da sociedade. “Então, a gente quer chamar a sociedade e falar, é legítimo pagar periculosidade para aquele que arrisca a vida? Vem e manifeste, porque se for legítimo, a prefeita vai ganhar um impulso oficial necessário para cumprir isso imediatamente, porque nós estamos, na verdade, aqui não estamos disputando com o poder, nós estamos disputando escolhas, porque são escolhas que a gente pode utilizar com base na lei e dar aquilo que realmente Campo Grande necessita.”
Marcio Almeida ainda destacou a situação salarial da categoria e cobrou atenção da Câmara Municipal. Segundo o advogado, "Hoje, sabemos que todas as categorias precisam de reajuste, a guarda mesmo faz quatro anos que não ganha reajuste, tem quinquênio, classe atrasado, nem se fale, um absurdo, só que, qual escolha nós estamos fazendo?".
"A Câmara, qual escolha que ela está fazendo? O poder municipal, a sociedade civil, que escolha que ela está fazendo? Que despesa que ela quer fazer? Essa é a disputa do sindicato, nós vamos disputar a escolha do cidadão Campo Grandense, para apostar na segurança pública, apostar nesses trabalhadores, porque ganham um salário indigno, e é essa escolha, não é uma questão de rivalidade com o poder ou com política, é uma questão de chamar Campo Grande para responsabilidade, ou Campo Grande vai ter responsabilidade com o guarda, ou nós vamos fazer Campo Grande parar, porque a guarda não vai sustentar a segurança pública nessas condições.”
A reunião também contou com a presença do vereador André Salineiro (PL), que defendeu a categoria, "eu gostaria de falar, realmente os guardas civis metropolitana estão cansados, não aguentam mais ficar pedindo, implorando pelo seu direito, algum benefício que eles querem, o direito já são consagrados, mas que não foram implantados por gestões anteriores e nem por elas, e não é por falta de conhecimento... o executivo sabe disso, ele tá careca de saber de todos os direitos dos quais a corporação se faz, porém, sempre fica protelando e vir tudo disso, pra não ter aquela desculpa, a falta de recursos financeiros, que a gente sabe como falta Capital nossa é uma das mais arrecadas do Brasil, tá faltando a gestão”.
O parlamentar também citou ações na Câmara Municipal. “Para isso nós colocamos na LDO de 2025, essa garantia do valor para se pagar a periculosidade para o guarda,,, Em 2026, agora na LDO, colocamos várias outras também, demandas ali para assegurar esses direitos. Então, muitos não estão sendo implantados, não é por falta de cobrança. Então, a judiciação, eu vejo que é o maior mecanismo que vocês têm para se cobrar quando a administrativamente não dá certo”.
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