O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, detalhou, neste sábado (11), a operação que terminou com a morte de Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, durante confronto com policiais em Corumbá, na sexta-feira (10).

Segundo o comandante, Waldiney era o terceiro e último envolvido diretamente na execução do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto com tiros de fuzil durante uma tentativa de abordagem no dia 30 de junho, também em Corumbá.

De acordo com o tenente-coronel Rocha, as equipes passaram dez dias em buscas pelo suspeito. A localização ocorreu após o recebimento de informações, com apoio de colaboradores, da Polícia Federal, do 6º Batalhão da PM e do efetivo da unidade de Corumbá.

Ainda conforme o comandante, as informações apontavam que Waldiney estava escondido em uma casa localizada em uma área de mata. Diante disso, policiais do Bope realizaram a aproximação de forma técnica para tentar efetuar a prisão.

No entanto, segundo Rocha, o suspeito reagiu à abordagem efetuando disparos contra as equipes policiais. Os militares revidaram, neutralizaram a ameaça e prestaram socorro ao homem, que foi encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

"O terceiro e último envolvido direto foi localizado após dez dias de buscas. Recebemos informações fundamentais para a localização e montamos toda a operação de forma técnica para tentar abordá-lo e prendê-lo. No entanto, ele começou a disparar contra as equipes, que revidaram, neutralizaram a ameaça e prestaram socorro, mas ele chegou ao hospital já em óbito", afirmou Rocha, que durante a coletiva o classificou como "covarde".

Ainda durante a coletiva, o comandante do Bope afirmou que a Operação Jovem Guerreiro continua em andamento em Corumbá. Segundo ele, as equipes seguem realizando diligências para localizar criminosos ligados indiretamente à morte do policial militar Marcelo Pimenta da Silva.

Em outro momento, o comandante também comentou sobre a atuação da Polícia Militar no Estado. Segundo ele, a corporação atua dentro da legalidade e é fiscalizada tanto pelos órgãos internos quanto externos.

"A Polícia Militar trabalha dentro da legalidade e é uma instituição altamente fiscalizada, tanto pela Corregedoria quanto por órgãos externos. Todos os criminosos que se entregam têm seus direitos constitucionais garantidos. Eles serão presos e responderão pelos seus atos na forma da lei", declarou.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.