Polícia
Após operação da PF, prefeitura afirma que resgatou investimento do IMPCG
Município alegou à PF que ação judicial evitou prejuízo aos cofres públicos
Após a operação da Polícia Federal na véspera de aniversário de Campo Grande, a Prefeitura se pronunciou e afirmou que acompanha as operações e ressaltou que a ação no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), nesta terça-feira, dia 25, faz parte de um contexto nacional das investigações sobre o caso Master.
A administração municipal voltou a ressaltar que a cidade foi uma das primeiras do país a assegurar o ressarcimento das aplicações e que a medida judicial adotada à época evitou qualquer prejuízo aos cofres públicos.
O investimento no valor de R$ 1,2 milhão foi realizado em abril de 2024 em Letra Financeira com vencimento para 2029, mas com a liquidação extrajudicial do banco em 2025, isso acabou antecipando o vencimento do título.
Diante do cenário, o IMPCG ajuizou uma ação de compensação de créditos e obteve liminar favorável na Justiça. A decisão determinou o depósito judicial do montante devidamente atualizado para proteger o fundo.
A nota oficial reforça que todos os investimentos do instituto seguem rigorosamente a legislação do Conselho Monetário Nacional. A prefeitura reiterou que segue prestando todos os esclarecimentos às autoridades.
Operação Presciência - A investigação apura a aplicação de R$ 1,2 milhão feita pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, ligada a gestão de Camilla Nascimento, atual vice-prefeita.
Essa operação está ligada às questões do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o inquérito teve início após a auditória do Ministério da Previdência Social apontar falhas no investimento, realizada pelo IMPCG em Letras Financeiras emitidas por um banco privado.
Segundo a instituição, servidores envolvidos teriam ignorado pareceres e procedimentos técnicos no processo decisório e a conduta acabou expondo o patrimônio e os recursos do fundo municipal a riscos elevados de perdas financeiras.