Polícia
Investimento de R$ 1,2 milhão do IMPCG no Master vira alvo de operação da PF
Seis mandados de busca foram cumpridos após auditoria apontar falhas
A presença da Polícia Federal na sede da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania) na manhã desta terça-feira, dia 25, véspera de aniversário de Campo Grande, trata-se da 'Operação Presciência', que apura a aplicação de R$ 1,2 milhão feita pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande.
Essa operação está ligada às questões do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, o inquérito teve início após a auditória do Ministério da Previdência Social apontar falhas no investimento, realizada pelo IMPCG em Letras Financeiras emitidas por um banco privado.
Segundo a instituição, servidores envolvidos teriam ignorado pareceres e procedimentos técnicos no processo decisório e a conduta acabou expondo o patrimônio e os recursos do fundo municipal a riscos elevados de perdas financeiras.
Ao todo, agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. A Justiça também determinou o quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os alvos envolvidos na ação.
A apuração investiga a prática de crimes como gestão temerária, além de corrupção passiva e ativa no órgão.
A prefeita Adriane Lopes comentou rapidamente sobre a operação durante um evento.
"Campo Grande é uma das cidades do Brasil que fez uma aplicação através da diretoria do IMPCG à época. É a única cidade do Brasil que recuperou o recurso, que está numa conta judicial e até o final de 2027, todas as pessoas terão esse recurso de volta. Então, acredito que faz parte, a investigação está acontecendo em todo país".