DENAR
Delegado preso pelo Gaeco ocupava “posição de comando” em esquema de desvio de drogas
Segundo denúncia apresentada à Justiça, Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa dava chancela institucional ao esquema que abastecia traficantes
Preso pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, é apontado pelo Ministério Público como ocupante de uma “posição de comando” no esquema de desvio de drogas que abastecia traficantes no Estado.
Hoffman chefiava a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e é citado na investigação da Operação Infiltrados, deflagrada em 24 de setembro contra policiais suspeitos de desviar entorpecentes para o tráfico.
Na denúncia apresentada à Justiça, o Gaeco afirma que as provas produzidas indicam que o delegado, na condição de autoridade policial, ocupava posição de comando e dava chancela institucional ao esquema. Segundo o órgão, ele seria responsável por viabilizar a atuação da organização criminosa e estaria entre seus principais beneficiários.
Policiais são apontados como núcleo operacional
A denúncia também aponta que os policiais civis Augusto Torres Galvão Florindo, Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Marcos André Santos Chaves, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton Cesar Sales dos Santos e Roberto Palmeira da Silva integravam o núcleo operacional da organização criminosa.
Também são citados o policial penal Vitor Ribeiro Venâncio dos Santos e os policiais militares Alison Lemes Bezerra, conhecido como “Daga” ou “Daguinha”, e Thiago Bezerra Laurentino, chamado de “Grande” ou “Grandão”.
Conforme a denúncia, os integrantes desse núcleo seriam responsáveis pelo rastreamento, pela apreensão e pelo posterior repasse das drogas a traficantes vinculados ao grupo.
MPMS pede R$ 10 milhões por danos morais coletivos
O caso está sob análise da Justiça. Ao final da denúncia apresentada no âmbito da Operação Infiltrados, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formulou pedidos contra os acusados, entre eles a condenação ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e reparação de danos.
Segundo o Ministério Público, o pedido considera a gravidade das infrações apontadas e a suposta ofensa à moralidade pública e aos princípios da Administração Pública.
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