A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (26) o Projeto de Lei 6140/25 que torna obrigatória a divulgação do serviço telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher, o Ligue 180, em notÃcias e informações relativas à violência contra a mulher difundidas em qualquer meio de comunicação. A proposta segue para análise do Senado.
O projeto define que a medida valerá para rádio, televisão, jornais impressos, portais digitais e redes sociais. Quem descumprir a regra incorrerá em infração administrativa, passÃvel de sanções que ainda serão regulamentadas pelo Poder Executivo.
Na avaliação da relatora do projeto, deputada Camila Jara (PT-MS), a iniciativa é de baixÃssimo custo e a obrigação imposta aos meios de comunicação não configura censura nem interfere no conteúdo editorial, limitando-se a exigir a veiculação de informação de utilidade pública de alto potencial preventivo.
"O substitutivo promove organização e clareza em relação às obrigações impostas aos meios de comunicação, com diretrizes claras e detalhadas para a fiscalização do cumprimento da norma e eventual aplicação de sanções", explicou a relatora.
A autora do projeto, deputada TalÃria Petrone (PSOL-RJ), argumentou que os dados mais recentes reforçam a urgência da medida.Â
Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025, do Ministério das Mulheres, o Brasil registrou 1.450 feminicÃdios e 2.485 homicÃdios dolosos de mulheres em 2024, além de 71.892 estupros, equivalentes a 196 por dia.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 confirma que o paÃs atingiu o maior número de estupros da série histórica, com 87.545 ocorrências, o que corresponde a um estupro a cada 6 minutos.
Diante desse cenário alarmante, a deputada aponta que a medida se inspira em boas práticas já consolidadas em outras áreas sensÃveis, como a prevenção do suicÃdio, em que há recomendação de que reportagens incluam, de forma visÃvel, informações sobre serviços de ajuda.
"Trata-se de medida de baixÃssimo custo e alto potencial preventivo, alinhada aos princÃpios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção dos direitos das mulheres", disse TalÃria.
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