Na manhã desta sexta-feira (23) o Ministro Carlos Marun comentou em coletiva de imprensa sobre a suspensão da tramitação da Reforma da Previdência. Ele classificou a suspensão como um fracasso em sua missão, de quando assumiu o ministério, de aprovar a reforma.

“Eu vejo isso como uma derrota pessoal. Mas eu sei que a Reforma irá acontecer. Vai ser de forma mais abrupta e que vai exigir mais sacrifícios da população brasileira, mas ela vai acontecer”, frisou o Ministro. 

Marun ainda destacou que a reforam agora se torna tema para as eleições presidenciais e vai para o palanque.

Quando questionado se ainda há possibilidade de a Reforma ainda ser votada este ano, o Ministro respondeu que “a reforma tem uma única chance de ser votada esse ano, uma vitória eleitoral de um projeto que reconheça a necessidade da reforma. Então digamos que novembro ou dezembro, respaldados nessa vitória eleitoral, nós então podemos realiza-la, mas ela depende desse projeto. Mas o mais provável é que a reforma vá para palanque e dessa maneira irá depender do resultado das urnas”, disse.

Intervenção no Rio

Ainda na coletiva, o ministro frisou que a intervenção no Rio de Janeiro era extremamente urgente e por isso a decisão do Governo foi correta. “O governo entendeu como necessária uma ação rápida, determinada e corajosa na área de segurança” concluiu Marun. 

De acordo com Marun o perfil do ministro de segurança vai depender do que o Presidente irá decidir em cima do conhecimento que ele tem, uma vez que ele já foi secretário de segurança do Rio. “Ele vai escolher alguém que tenha conhecimento técnico na área de segurança, pode ser alguém que esteja no meio político desde que tenha esse conhecimento em segurança”.

Chuvas

Nesta sexta-feira o ministro irá ainda a Aquidauana. Marun destacou que atenderá ao pedido de amigos  e avaliará a situação dos municípios de Aquidauana e Anastácio, para então retornar a Brasília e tomar as medidas cabíveis, acionando os ministérios responsáveis para auxiliar a região.  

Ele salienta, no entanto, que não tem previsão de recursos para a cidade antes da visita. "Nós vamos lá para conhecer realmente o problema e auxiliar em alguns aspectos", finalizou.