Plano de Governo
Renato Gomes propõe mais verba, hospitais 24h e médicos no interior para a Saúde de MS
Plano prevê ainda desafogar a Santa Casa, normalizar UPAs e ampliar a transparência das filas
O plano de governo do economista Renato Gomes (DC), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, reúne 13 propostas para a saúde, tendo como prioridades reduzir as filas, levar atendimentos de média e alta complexidade ao interior e criar mecanismos para fixar médicos fora da Capital. O JD1 já apresentou as propostas para o setor dos candidatos Eduardo Riedel, Fábio Trad e João Henrique Catan e, ao longo da semana, mostrará os projetos dos demais concorrentes.
Hospitais regionais e mais médicos no interior
Entre as principais medidas está a implantação de hospitais regionais 24 horas de alta complexidade, acompanhada de programa de bolsas e residências para fixação de médicos. O plano estabelece como metas elevar a cobertura da atenção básica de 64,2% para 85% em quatro anos e ampliar a disponibilidade de leitos do SUS.
Para Campo Grande, Renato propõe um plano emergencial, nos primeiros 100 dias, para desafogar a Santa Casa, normalizar o atendimento e investir em novas estruturas. Também promete colocar em funcionamento unidades de saúde já existentes e subutilizadas no interior e atuar em parceria com as prefeituras para normalizar as UPAs.
Mais recursos
O candidato pretende elevar gradualmente os recursos destinados à saúde, dos atuais cerca de 12% para 18% a 20% do orçamento ao fim do mandato, com aumento de dois pontos percentuais por ano.
O programa inclui uma força estadual permanente contra arboviroses, integrando os 79 municípios, além de regulação transparente das filas de cirurgias, inclusive de laqueaduras. Na prevenção, prevê alimentação saudável nas escolas, com produtos de Mato Grosso do Sul e educação alimentar.
PPPs e terceirizações
Renato também propõe auditoria das PPPs da saúde, com prioridade para o interior. Antes de novas privatizações ou terceirizações, o plano prevê seis meses de levantamento da demanda, seguido de consulta à população para só então definir o modelo de gestão.
Gastos privados e contratos
Por fim, o candidato quer limitar ou proibir o reembolso de despesas médicas privadas de agentes públicos estaduais. Também pretende colocar veículos e equipamentos públicos em funcionamento antes de recorrer a serviços alugados, além de auditar contratos de locação na saúde e no Samu.