A saúde entrou no centro do debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul na sabatina 'Frente a Frente - Eleições 2026', com propostas que vão da redução das filas do SUS à regionalização dos atendimentos.

Os concorrentes, governador Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), Delcídio Amaral (PRD), João Henrique Catan (NOVO) e Lucien Rezende (PSOL), também foram questionados sobre a crise da Santa Casa de Campo Grande, falta de especialistas no interior, hospitais regionais e formas de melhorar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias. Confira:

Eduardo Riedel

TV Guanandi —  Candidato, não há como deixar de falar da situação da Santa Casa, que circulou nas últimas semanas. A instituição vinha pedindo e cobrando mais recursos tanto da prefeitura quanto do Governo do Estado, alegando dificuldades para manter os serviços. Como o senhor recebeu essa notícia e qual avaliação faz sobre o contraste entre o discurso de falta de recursos e as suspeitas envolvendo a administração?

Riedel: Vamos primeiro conceituar a Santa Casa. É um equipamento altamente respeitado e fundamental para o sistema de saúde de Mato Grosso do Sul. Ela mantém um nível e um volume de atendimento extremamente importantes para o Estado. Agora, sempre cobrei transparência e eficiência na aplicação de qualquer recurso público. Respondendo ao que a Maristela perguntou no início, é o que falei sobre a qualidade do gasto público.

A Santa Casa sempre cobrou o aumento da transferência de recursos. Eu sempre falei: “Vamos mudar a contratualização. Vamos aumentar o recurso por produtividade, porque eu não sei o que acontece aí dentro”.

Quero ver o que acontece lá dentro e quero aumento de produtividade para aumentar os recursos. Essa negociação está em andamento. Quem precisa responder pelas questões da Santa Casa é a própria Santa Casa.

Eles são privados. O Estado repassa o dinheiro ao município, que repassa à Santa Casa. A contratualização é do município. É importante entender como o sistema de saúde é complexo.

Nunca negaremos apoio à Santa Casa. Em 2024, pagamos R$ 98 milhões. Em 2025, foram R$ 149 milhões. Neste ano, até agosto, foram R$ 106 milhões. Estamos caminhando para quase R$ 190 milhões em 2026.

Mas e a produtividade e a abertura? É isso que cobro da Santa Casa. Essa é uma relação de mão dupla, porque o dinheiro pertence à sociedade sul-mato-grossense.

Vou cobrar eficiência e transparência, sempre. O que está acontecendo na Santa Casa é uma questão que a instituição terá que resolver. E isso não começou hoje, vem de longa data.

Existe um passivo constituído e uma dificuldade financeira estrutural na Santa Casa. Precisamos entender isso para buscar uma solução. Sou parceiro para isso, desde que seja dentro de um modelo de gestão que tenhamos conhecimento.

TV Guanandi — A sua gestão avançou na regionalização da saúde e também no uso da telemedicina e da saúde digital. Porém, sabemos que ainda existem regiões que não estão bem assistidas. Qual região o senhor acredita que ainda precisa de maior assistência de média e alta complexidade no interior do Estado?

Riedel: Temos um crescimento do atendimento e da presença dessa estrutura regional dentro da nova arquitetura da saúde e da regionalização.

Isso ocorre não apenas por meio dos hospitais regionais do Estado, mas também pelo financiamento estadual da estrutura de 45 hospitais de média complexidade, que estão sendo remunerados pela produção. Esse atendimento cresce em diferentes municípios.

A região que talvez ainda precise de mais suporte é Corumbá e Ladário, por ser uma região mais distante. Já demos ordem de serviço para um hospital regional lá. É o último que falta para concluirmos a rede de hospitais regionais do Estado.

Hoje são quatro e falta esse quinto. É o último para completar a rede. Por isso, quero mais um mandato como governador, para concluir a reestruturação da saúde.

Correio do Estado — Governador,  depois de todo o escândalo da Santa Casa que veio à tona na semana passada, não está na hora de uma nova intervenção no hospital?

Eduardo Riedel: Sobre uma intervenção na Santa Casa, muitas vezes precisamos ter cuidado com esses movimentos.

Primeiro, essa é uma decisão do município, porque a relação contratual é com o município. “Ah, mas o Estado pode intervir?” Hoje, não.

Existe uma discussão em torno da Santa Casa envolvendo o Ministério Público, a Justiça, o município e nós próprios.

Novamente, não acho que a intervenção seja a solução. Acho que a solução é a profissionalização da gestão, e isso precisa partir de dentro da Santa Casa.

Essa é a minha opinião pessoal. Agora, quem precisa decidir é o Conselho de Administração da Santa Casa. Eles devem optar pela profissionalização. Esse é o caminho que eu adotaria.

A intervenção colocaria o município como interventor. Será que construiríamos uma solução? Uma intervenção não é simples.

Quem ficaria com o passivo? Quem ficaria com os R$ 600 milhões de passivo constituído na Santa Casa: o interventor ou o CNPJ? Existem decisões jurídicas que precisam ser tomadas. Markdown colado

Fábio Trad

TV Guarandi —  Candidato, no seu plano de governo o senhor propõe criar centros oncológicos em Campo Grande, Dourados, Corumbá e Ponta Porã. Qual seria o prazo, dentro dos quatro anos de governo, caso eleito, para que esses centros estejam funcionando? E também como o senhor vai garantir que esses médicos, esses profissionais, sejam especializados para atender essa demanda?

Fábio Trad: A previsão é de 18 meses, o início e a finalização dessas construções, porque não serão mais quatro. É que o presidente Lula, perdão, o candidato apresentou agora, na sua campanha, uma proposta que vai nos ajudar: em todas as cidades acima de 150 mil haverá construção de centros oncológicos.

Mato Grosso do Sul tem duas: Dourados e Campo Grande. Então, aqui, ok. Nós precisamos fazer em Corumbá e Ponta Porã e vamos buscar recursos. Cadê os deputados federais? Emendas individuais, emendas de bancada. Nós vamos atrás do dinheiro do SUS, nós vamos atrás de convênios, nós vamos ao Ministério da Saúde liderar politicamente o Estado.

Falta liderança política. Há, sim, uma visão muito, digamos assim, mediana, pequena, de um gerenciamento do dia a dia que não está dando certo. Mato Grosso do Sul precisa passar Mato Grosso em todos os índices, porque aqui nós temos um ambiente de negócios favorável, nós temos um capital humano muito importante, é um dos primeiros do país, e isso precisa ser otimizado.

Mas, para isso, é preciso que alguém tenha visão, tenha boa relação institucional, conheça gestão pública e uma certa experiência republicana em Brasília para poder otimizar os recursos.

E, mais do que isso, Natália, tem muito dinheiro do governo federal parado em Mato Grosso do Sul por falta de competência na execução, burocracia na licitação, e isso evidentemente emperra o desenvolvimento do Estado.

Eu quero fazer aqui um compromisso: nós vamos passar Mato Grosso em todos os índices sociais até o final da minha gestão, porque Mato Grosso do Sul, pela natureza humana e material, é privilegiado. E isso vai acontecer.

TV Guarandi — O senhor também propõe criar a carreira estadual do SUS, certo? E como seria isso para atrair os profissionais e fixar esses profissionais no interior do Estado?

Fábio Trad: Hoje, os profissionais da área médica, não só médicos, todos os trabalhadores, eles não sabem em que estatuto jurídico-administrativo estão inseridos. Então, é preciso estabelecer uma carreira pública do SUS. Aliás, isso é recomendável pelo SUS e nós vamos fazê-lo.

E como nós vamos fixar médicos, enfermeiros, pessoal da saúde nas cidades pequenas? Eu não falo nas cidades-polo, certo? Eu falo Selvíria, Paranhos, Tacuru. Não tem outra maneira a não ser pagando mais. Nós temos que dar gratificações.

Qual médico, com família, vai querer morar, por exemplo, numa cidade muito pequena que não tem infraestrutura? Ele precisa de um estímulo e nós vamos dar.

Qual é o objetivo? Ele não pode ir sozinho. Ele tem que ir com um mínimo de estrutura de diagnóstico para precisar, de forma correta, a patologia, evitando a migração para Campo Grande e as cidades-polo. Isso é possível fazer.

Correio do Estado — Candidato, não tem como falar de saúde e não abordar a questão da Santa Casa. Ano sim, outro também, tem crise lá. Como o senhor, caso seja eleito governador, pretende solucionar de vez esse problema?

Fábio Trad: Exigindo transparência, sendo estritamente rigoroso na fiscalização das contas da Santa Casa. Nós sabemos que é uma entidade privada, filantrópica, mas ela presta serviço público e isso não a exime de prestar contas aos poderes.

Além disso, nós vamos tentar diminuir progressivamente o número de pessoas que, do interior, vão fazer tratamento de média e alta complexidade aqui na Capital. Elas vão para a Santa Casa e o Hospital Regional.

E assim, evidentemente, com transparência, com senso de fiscalização, com parceria republicana, porque há agentes do governo do Estado envolvidos nessa corrupção da Santa Casa, parece que um servidor da Agepen e dois da Prefeitura de Campo Grande, e assim, evidentemente, fazer com que ela preste serviço. Santo e misericordioso. Markdown colado

Delcídio Amaral

TV Guanandi: O senhor critica a concentração dos serviços de saúde em Campo Grande e o modelo de PPPs adotado pelo Estado. Como pretende avançar na regionalização da saúde e melhorar a gestão dos hospitais públicos?

Delcídio Amaral: Até agora se fala em regionalização e não acontece. Aí concentra o quê? Os equipamentos de saúde em pouquíssimas cidades, entre elas Campo Grande.

Campo Grande entrou e inchou. Santa Casa dispensa comentário, Hospital Regional. E aí criaram uma figura aqui chamada PPP. É uma figura linda, uma expressão sofisticada, todo mundo acha bacana, mas ninguém sabe como funciona a PPP, na verdade.

Eu posso falar porque nós fizemos uma usina. A primeira usina privada do setor elétrico brasileiro foi uma PPP. Mas PPP para valer, porque o investidor coloca dinheiro.

Como estão fazendo agora na saúde, que tudo virou PPP? Você entra com os ativos, entra com seus equipamentos, com tudo, e um cara vai pagar a PPP com dinheiro que vai ganhar em cima do que você forneceu para ele.

Educação, saúde e segurança pública são constitucionalmente obrigações do Estado e precisam de uma gestão eficiente. Mas, com as distorções que estamos vendo, não há risco nenhum de dar certo, zero.

Olha o caos que está a saúde, as pessoas em cima de viatura, de van, sofrendo. Sem falar das filas nos hospitais também, lamentavelmente. Filas que são furadas pelos amigos do rei.

TV Guanandi —  O senhor falou em filas. Qual redução das filas acredita ser possível entregar durante os quatro anos de governo? Um paciente que espera seis meses passaria a esperar quanto tempo?

Delcídio Amaral: Primeiro, foi criado o sistema para priorizar os pacientes. Só que aí o que aconteceu? Começou o “somebody love”, deputado colocando cupincha na frente de quem precisava.

Isso é simples: é seguir o rito e usar a tecnologia. Por que não implementamos aqui uma tecnologia moderna para atender a saúde? Hoje você opera um cara do coração de Nova York, do Memorial Hospital, com robótica.

Não estou dizendo que vamos chegar nisso agora. Mas por que não usar a tecnologia para aliviar postos de saúde? Atender à distância, receita, fazer um cadastro único das pessoas que utilizam o sistema de saúde em Mato Grosso do Sul.

Monta um time bom nessa área e nós vamos deitar e rolar. Somos um Estado com uma população pequena, tem tudo para dar certo, e a gente não faz, lamentavelmente.

Correio do Estado — O maior problema hoje na saúde de Mato Grosso do Sul ainda é a Santa Casa. Como desafogar a Santa Casa? Hoje ela atende pacientes de todo o Estado e até do Paraguai e da Bolívia. Como resolver esse gargalo?

Delcídio Amaral: Nós temos que ter uma legislação nacional para atender região de fronteira. Isso não acontece só em Campo Grande. Em Corumbá acontece isso, em Ponta Porã também, porque nós temos que abraçar nossos irmãos bolivianos e paraguaios. Então tem que ter efetivamente o diferencial.

Agora, você vê a Santa Casa, como é que pode funcionar? 2,6% da tabela do SUS, enquanto outros hospitais têm 9%, têm 10%. A Santa Casa paga R$ 800 mil de energia elétrica.

Por que não colocaram placa solar lá? Para ela gerar a própria energia em um Estado ensolarado como Mato Grosso do Sul?

Eu estive lá agora, está faltando tomógrafo. Isso aí é do tempo do onça. Está faltando e ninguém faz nada. É um pequeno passo. Por que não fazer?

João Henrique Catan

TV Guanandi — O senhor também fala em uma gestão mais eficiente e em combater o desperdício. Quando se fala de saúde, onde o senhor acredita que o governo de Mato Grosso do Sul poderia economizar hoje sem prejudicar os atendimentos?

João Henrique Catan: O único candidato que vai falar para você: propina. É só não roubar. Vamos acabar com isso? Eu tenho uma lista.

Operação Clean, Operação Gutenberg, Operação Turn Off. O dinheiro está saindo do cidadão de maneira criminosa em Mato Grosso do Sul.

Nós vamos criar como solução uma tabela estadual do SUS que vai remunerar de acordo com a quantidade de leitos, de acordo com a quantidade de especialidades.

Basta você ver o sistema, DataSUS, como o Hospital Regional. Eu fui lá para visitar e quero dizer que vou colocar o meu gabinete para despachar dentro do Hospital Regional, naqueles corredores em que as pessoas estão sofrendo, agonizando há dez dias sem fazer uma cirurgia, com pedra na vesícula, com hérnia, crianças com problemas simples.

O Hospital Regional tem recebido R$ 60 milhões por mês. A Santa Casa de Campo Grande recebe R$ 9 milhões e entrega em produção de serviço R$ 12 milhões.

Como o Hospital Regional, com R$ 60 milhões, consegue nos entregar uma quantidade pífia? Nós vamos criar uma tabela estadual do SUS que vai dar condição de descentralizar a saúde em Mato Grosso do Sul.

TV Guanandi —  Como será medida a qualidade do atendimento? Um hospital que atender mais necessariamente vai receber mais? Mesmo que aconteçam mais complicações e reinternações, como será isso na prática?

João Henrique Catan: Eu vou te dar um exemplo. Vou voltar ao Hospital Regional porque, diferente dos outros candidatos, diferente do candidato Riedel, eu estive lá dentro e andei os leitos inteiros.

Como pode um hospital daquele tamanho, público, receber R$ 60 milhões todos os meses, agora com uma PPP, atender um público de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas e ter apenas, para esse 1,5 milhão de pessoas, seis leitos de área vermelha?

Quer dizer que, se você estiver na emergência, você está lascado em Mato Grosso do Sul.

Nós vamos calcular de acordo com a produtividade, com a quantidade de especialistas, com a quantidade de leitos.

Como pode a Santa Casa ter 700 leitos e receber R$ 9 milhões, enquanto o Hospital Regional tem aproximadamente 300 leitos e recebe R$ 60 milhões todos os meses? Não pode acontecer isso. Seis leitos de área vermelha, 16 leitos de área azul. Chega! Me dói. É por isso que eu quero fazer diferente.

Correio do Estado — O senhor promete zerar em 12 meses as filas de consultas, exames e cirurgias, inclusive contratando horários ociosos de hospitais particulares. Quanto esses programas custarão para o governo?

João Henrique Catan: Nós vamos implementar a tabela estadual do SUS, que vai ser o nosso indexador que vai remunerar.

Nós temos que pensar o seguinte: nós não estamos vendendo aqui a panaceia, a resolução para todos os problemas. São problemas básicos.

Vocês estão fazendo o trabalho de vocês aqui, entrevistando, sabatinando em formato diferente, analisando os planos de governo. Sejamos sinceros: são os mesmos problemas há 12 anos.

Falta alguém com coragem, com compromisso para fazer diferente, para inovar. E já deu certo. São Paulo resolveu seus problemas assim, colocando as pessoas para serem atendidas no Albert Einstein, no 9 de Julho, na madrugada, fazendo os exames.

Eu prefiro que uma pessoa que esteja passando por dificuldade faça na madrugada, mas resolva, com um custo menor para o Estado, remunerado pela tabela que nós vamos criar de referência, do que ela fique aí 25 anos, 28 anos, como tem cidadão que esperou e morreu na fila para fazer uma cirurgia ou um exame.

Lucien Rezende

TV Guanandi — Uma das suas propostas é o programa Saúde em Casa. Qual problema da saúde pública de Mato Grosso do Sul esse modelo conseguiria resolver que não poderia ser enfrentado fortalecendo a estrutura existente?

Lucien Rezende: Foi prometida a regionalização e não foi cumprida. O atual governo não cumpriu a promessa da regionalização. A gente está rodando o Estado, conversando com as pessoas e vê a dificuldade que elas têm de atendimento, até de alta complexidade, nos municípios.

Você imagina uma pessoa sair de Miranda se batendo dentro de uma ambulância para vir para Campo Grande. Acredito que a regionalização já era o primeiro passo para poder chegar nessa UTI móvel que a gente quer fazer.

Você levar a saúde em casa, principalmente para os maiores de 60 anos, já desafoga muitos postos de saúde. Você não impacta tanto o transporte coletivo, porque a pessoa não precisa sair da sua casa para ir ao posto. Com esse atendimento em casa, conseguiria diminuir também o fluxo nos hospitais e postos de saúde.

TV Guanandi — Como fazer isso sem retirar profissionais das unidades de saúde, que muitas vezes já enfrentam superlotação?

Lucien Rezende: É parceria política. Eu acredito que hoje você tem que fazer parceria política, não parceria eleitoreira. E com o governo federal não é diferente. Dependendo de quem seja presidente, você tem que ter diálogo para fazer parcerias políticas.

A gente tem um plano que é maravilhoso, que é o Mais Médicos. Você pode estar adquirindo isso com o Mais Médicos, pode fortalecer mais o SUS. São muitas situações que podem ser feitas para realmente chegar a esse modelo. Se o Estado de Pernambuco fez, por que Mato Grosso do Sul não pode fazer?

Correio do Estado —  O senhor falou em ampliar o Mais Médicos e criar o Saúde em Casa. Com quais recursos faria isso?

Lucien Rezende: O recurso que já existe. Eu acho que o que está faltando é gestão. Vou dar um exemplo. Hoje um prefeito do interior que perde uma eleição, no outro dia está nomeado na governadoria, ganhando R$ 25 mil, R$ 30 mil, R$ 35 mil por mês. E não é um.

Só aí vai dinheiro para o ralo. Como o dinheiro é público, é seu, é meu, é de todos, contrata centenas de pessoas com salários altíssimos. Então, aí já é um valor que nós podemos usar para ajudar não só na saúde, como em outras demandas que estão deficitárias no Estado.