Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, e Leniel Borel, pai de Henry Borel, foram eleitos deputados federais nas eleições realizadas no domingo (4). Os dois, que já exerciam mandatos de vereadores, agora vão deixar as câmaras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro para ocupar cadeiras na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em São Paulo, Ana Carolina foi eleita pelo Podemos com 246.741 votos e ficou como a segunda candidata mais votada da legenda no estado. Antes de disputar uma vaga no Congresso Nacional, ela atuava como vereadora da capital paulista.

A entrada de Ana Carolina na política ocorreu anos depois da morte da filha. Isabella Nardoni tinha 5 anos quando morreu, em 2008, após ser jogada do sexto andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo. O caso teve grande repercussão nacional.

O pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo assassinato em 2010. Após a morte da filha, Ana Carolina passou a atuar publicamente em defesa de pautas relacionadas à segurança pública e à proteção de vítimas de violência.

Pai de Henry Borel também chega à Câmara

No Rio de Janeiro, Leniel Borel foi eleito deputado federal pelo Progressistas (PP), com 72.658 votos. Assim como Ana Carolina, ele também ocupava uma cadeira de vereador antes de concorrer ao cargo no Congresso.

Leniel entrou para a vida pública após a morte do filho, Henry Borel, em 2021. O menino tinha 4 anos e morreu depois de ser levado a um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Henry chegou à unidade em parada cardiorrespiratória, mas não resistiu.

A investigação sobre a morte do menino resultou na denúncia da mãe, Monique Medeiros, e do então padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Em 2026, Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry. Monique foi responsabilizada por tortura por omissão e recebeu perdão judicial.

Depois da morte do filho, Leniel passou a atuar publicamente em defesa da proteção de crianças e do combate à violência infantil. Agora, os dois chegam ao Congresso com trajetórias políticas marcadas pela atuação em pautas relacionadas à segurança e à proteção de vítimas.