A onze dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, o senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), divulgou nesta quarta-feira (14) um manifesto em que pede mobilização dos apoiadores de Flávio Bolsonaro. Com o título “Vamos pra eleição”, a mensagem alerta que a disputa ainda não está decidida e que a vantagem nas pesquisas não garante a vitória nas urnas.

No documento, Azambuja critica a atuação e afirma que a campanha adversária estaria recorrendo a estratégias para evitar a derrota. “Vocês viram, o PT está esperneando de todos os jeitos pra não perder a eleição. Estão mentindo, espalhando medo e usando a máquina pública com força total. Esse é o jogo deles. Por isso, não podemos ficar parados. O segundo turno é uma nova eleição, e nada está decidido!”, declarou.

O senador eleito defende que apoiadores mantenham o ritmo da campanha até o último dia, com conversas com eleitores indecisos nas ruas. Na avaliação dele, a percepção de que o candidato está com vantagem pode desestimular parte do eleitorado e comprometer o resultado.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com cerca de 47% dos votos válidos, aproximadamente 56 milhões de votos, segundo os números apresentados no manifesto. Levantamentos divulgados nesta semana também apontam vantagem do candidato na disputa de segundo turno.

Para Azambuja, no entanto, os números não devem ser tratados como garantia de vitória. Ele sustenta que a participação dos eleitores e a mobilização da campanha serão determinantes para o resultado de 25 de outubro.

Segurança e economia no centro do discurso

No manifesto, Azambuja afirma que a eleição representa uma escolha sobre os rumos do país, para além da disputa entre os candidatos. Entre as prioridades citadas por ele estão o crescimento econômico, o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, os investimentos em saúde e educação e a ampliação das oportunidades de emprego.

“Mais do que a vitória do Flávio, o que está em jogo é o futuro do Brasil. Está na hora da mudança, de voltar a crescer, de combater o crime e o tráfico de drogas, de investir na saúde, avançar na educação e melhorar a vida das famílias que precisam de empregos e novas oportunidades”, afirmou.

O discurso também faz referência à segurança pública em Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai e enfrenta desafios relacionados ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas.

Governador do Estado entre 2015 e 2022, Azambuja utiliza a experiência à frente do Executivo estadual como argumento para defender suas posições sobre segurança pública e responsabilidade fiscal. Ele foi eleito senador em 4 de outubro, com 32,8% dos votos, e agora participa da mobilização em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Apelo para o dia da votação

Na reta final da campanha, Azambuja reforça que os apoiadores não devem considerar o resultado definido antes da apuração. A estratégia, segundo a mensagem, é manter o engajamento e ampliar o diálogo com eleitores que ainda não decidiram o voto.

O manifesto termina com um pedido direto de apoio ao candidato do PL e uma referência ao número que deverá ser digitado na urna eletrônica.

“No dia 25, vamos decidir mais do que uma eleição: vamos decidir em qual país queremos viver. O futuro do Brasil estará na ponta dos nossos dedos. É preciso digitar 22 e confirmar pra nossa vida mudar”, concluiu.

A mensagem apresenta o segundo turno como uma escolha entre projetos distintos de país. De um lado, Azambuja critica a continuidade do atual governo federal; de outro, defende a proposta de Flávio Bolsonaro, associada por ele à segurança das famílias, à manutenção dos programas sociais e à retomada do crescimento econômico.

O principal recado do senador eleito aos apoiadores é que a vantagem apontada pelas pesquisas não elimina a necessidade de mobilização até o encerramento da votação.