O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou no início da manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo (SP), e afirmou que, em caso de vitória nas urnas, o mérito será inteiramente da população. Durante coletiva de imprensa, concede logo após votar, o presidente destacou o engajamento popular ao longo da campanha do segundo turno e reforçou o otimismo em relação ao pleito.

"Eu já participei de muita mobilização, inclusive nas Diretas Já, mas nunca tinha visto isso na história do país. O que vi no segundo turno, do ponto de vista sociológico, é inexplicável. A maioria foi espontânea, não foi o sindicato ou campanha. Se eu for eleito, devo ao povo brasileiro. Nunca vi tanta gente chorando e clamando por democracia", declarou Lula.

A fala do candidato faz referência à onda de manifestações e campanhas virtuais que ganharam tração nas últimas semanas. Entre os movimentos de maior alcance no ambiente digital, está a rede "Exército do Lula", organizada pelo deputado André Janones (Rede). Nas ruas, a reta final de campanha também teve agendas lotadas: no sábado (24), véspera da votação, o petista participou de atos no Rio de Janeiro e na capital paulista.

Lula chegou para votar na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, localizada no bairro Assunção, ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros de Estado. Em tom de reflexão sobre a trajetória política, o momento marcou o que pode ser sua última disputa à Presidência da República.

Ao avaliar a disputa eleitoral, o presidente subiu o tom contra seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula resgatou sua atuação diplomática com líderes mundiais, mencionando figuras como Vladimir Putin e Donald Trump, para traçar um contraste com a candidatura opositora.

"Nunca pensei que ia disputar eleição com miliciano, que não faz nenhum esforço para não mentir. Estou convencido que o povo brasileiro não quer um miliciano como presidente. Flávio tem relação com Vorcaro, milícia, com os mandantes de matar Marielle Franco. Ele nunca fez uma lei enquanto deputado, podem procurar", afirmou o candidato.