Eleições 2026
PF registra crimes eleitorais em quatro estados e MS registra três ocorrências
Apesar das ocorrências, balanço indica tranquilidade no estado com forte esquema de segurança
A PF (Polícia Federal) divulgou balanço, às 10h30 (horário de Brasília) deste domingo (25), sobre as ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais registrados no segundo turno das eleições. Até o momento, a corporação contabiliza registros em quatro estados: Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe. Em Mato Grosso do Sul, o pleito transcorre sem registros de infrações levadas à PF.
Ao todo, a PF instaurou dois termos circunstanciados para averiguar condutas ilegais durante a votação. Quatro pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos e dois casos com indícios de flagrante continuam sob análise das equipes policiais. Entre as práticas investigadas no país, destacam-se a realização de propaganda eleitoral irregular e a violação do sigilo do voto. A PF atua de forma integrada para conter e apurar infrações sob jurisdição da Justiça Eleitoral.
De acordo com boletim divulgado pela Sejusp, três casos foram registrados em Mato Grosso do Sul.
Em Bataguassu, um homem de 36 anos filmou o próprio voto e publicou as imagens nas redes sociais. SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil identificou o indivíduo e realizou diligências, porém o acusado não foi localizado até o momento.
Em Nova Alvorada do Sul, um homem de 48 anos foi flagrado, após denúncia anônima, distribuindo santinhos e adesivos partidários. Com o acusado foram encontrados 78 panfletos, 17 adesivos, 10 santinhos. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil local, onde foi preso e autuado em flagrante por Boca de Urna.
Em Três Lagoas, uma mulher trans, de 32 anos, foi flagrada pela Polícia Civil fazendo boca de urna em um local de votação do município e foi presa em flagrante e encaminhada para a Polícia Federal.
Operação reforçada e monitoramento em Mato Grosso do Sul
Para garantir o transcorrer normal da votação nos 1.036 locais de votação de Mato Grosso do Sul, a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) colocou nas ruas um contingente de 3,3 mil profissionais, apoiados por 584 viaturas e dois helicópteros. As ações são coordenadas a partir do Centro Integrado de Comando e Controle, no bairro Jardim Veraneio, em Campo Grande, local que reúne representantes de 20 instituições. Além da estrutura local, dois profissionais do estado foram enviados a Brasília para acompanhar as operações no centro nacional de monitoramento.
Segundo o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, a estratégia adotada no primeiro turno foi mantida. A expectativa é de uma dinâmica mais fluida nas seções, visto que o eleitorado sul-mato-grossense vota apenas para o cargo de presidente da República. "A expectativa é de um dia muito seguro e muito tranquilo", ressaltou o secretário.
O esquema ostensivo atua também de forma preventiva após dois episódios de violência registrados na véspera da eleição (24) em eventos políticos. Em Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos durante uma briga em uma carreata; uma segunda pessoa também ficou ferida. Já em Corumbá, um homem de 50 anos foi baleado durante uma caravana na Avenida Gaturama, no Bairro Maria Leite.
O eleitor que flagrar atos ilegais ao longo do dia pode formalizar a denúncia diretamente pelos canais oficiais:
Aplicativo Pardal (TSE): voltado para o relato de propaganda irregular e boca de urna, com suporte para o envio de fotos e vídeos.
MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul): recebe comunicações sobre compra de votos e outras condutas ilícitas pelo formulário online da ouvidoria.
Polícia Militar (190): indicada para situações de flagrante, violência ou urgência que exijam pronta resposta das forças de segurança, além de comunicação direta às autoridades eleitorais locais.