A direita ampliou sua presença nos governos estaduais após o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25), e passará a comandar 21 estados brasileiros. A esquerda, por sua vez, ficará à frente de seis unidades da Federação, segundo a divisão política apresentada no levantamento.

Entre os resultados que reforçaram a presença da direita estão as vitórias de Mailza Assis (PP), no Acre; Celina Leão (PP), no Distrito Federal; Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo; e Vicentinho Júnior (PSDB), em Tocantins. Do outro lado, Omar Aziz (PSD), no Amazonas, e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte, representam a ampliação da presença de nomes alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O cenário revela uma mudança em relação às eleições de 2022, quando a esquerda comandava nove governos estaduais. A redução está relacionada à mudança de grupos políticos no poder em estados como Espírito Santo, Maranhão e Pará, que elegeram novos nomes para os Executivos.

A predominância da direita também acompanha a força desse campo político no Congresso Nacional, onde partidos conservadores e de oposição ao governo federal mantêm presença expressiva. A distribuição dos governos estaduais indica que, mesmo com a vitória de Lula na disputa presidencial, seus adversários políticos terão ampla influência na administração dos estados.

Nordeste concentra governos de esquerda

A presença da esquerda permanece concentrada, principalmente no Nordeste. Dos seis estados que ficarão sob seu comando, cinco estão na região: Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. O sexto é o Amazonas, na Região Norte.

Na Região Sul, os três estados serão comandados por políticos classificados à direita: Sergio Moro (PL), no Paraná; Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e Jorginho Mello (PL), reeleito em Santa Catarina.

Os três estados mais populosos do país também estarão sob governos de direita. Em São Paulo, o comando ficará com Tarcísio de Freitas (Republicanos); em Minas Gerais, com Cleitinho Azevedo (Republicanos); e, no Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (PL).

A configuração amplia o peso da direita na articulação política nacional. Os governadores têm papel relevante nas negociações com o governo federal, na relação com o Congresso e na implementação de políticas públicas que afetam diretamente a população.

Como fica a divisão dos governos estaduais

De acordo com o levantamento, os 21 governos classificados no campo da direita serão distribuídos entre representantes de diferentes partidos, enquanto a esquerda terá seis estados sob seu comando.

Governos classificados à direita - 21 estados:

Acre: Mailza Assis (PP)

Alagoas: João Henrique Caldas (PSDB)

Amapá: Dr. Furlan (PSD)

Distrito Federal: Celina Leão (PP)

Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Goiás: Daniel Vilela (MDB)

Maranhão: Eduardo Braide (PSD)

Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos)

Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP)

Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Pará: Dr. Daniel (Podemos)

Paraná: Sergio Moro (PL)

Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)

Rio de Janeiro: Douglas Ruas (PL)

Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL)

Rondônia: Marcos Rogério (PL)

Roraima: Arthur Henrique (PL)

Santa Catarina: Jorginho Mello (PL)

São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)

Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB)

Governos classificados à esquerda - 6 estados:

Amazonas: Omar Aziz (PSD)

Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)

Ceará: Elmano de Freitas (PT)

Paraíba: Lucas Ribeiro (PP)

Piauí: Rafael Fonteles (PT)

Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT)

Com essa distribuição, a direita terá ampla maioria entre os chefes dos Executivos estaduais. O resultado reforça a importância dos governos locais para o equilíbrio de forças políticas no país e aponta para um cenário em que a relação entre governadores, Congresso Nacional e Presidência da República deverá ter papel central nos próximos anos.