Comportamentos como desatenção, agitação, esquecimento, desorganização e dificuldade para seguir instruções podem ser interpretados apenas como falta de limites ou interesse e esse tema foi abordado no Saúde & Bem-Estar, apresentado pelo Dr. Plácido Menezes, que recebeu a Ivone Goldoni Moreti, neuropsicopedagoga e especialista em TDAH, e Clissia Urio, nutricionista materno-infantil.

Segundo a neuropsicopedagoga esses sinais precisam ser investigados. “A gente precisa investigar o que está por trás desse comportamento”, explicou. A escola também tem papel importante nesse processo. Embora professores não façam o diagnóstico, podem identificar mudanças e sinais que indiquem a necessidade de avaliação e orientar a família a buscar ajuda.

Após o diagnóstico, o planejamento escolar pode ser adaptado com atividades diferentes, experiências práticas, vídeos e músicas para favorecer a aprendizagem.

A alimentação é outro ponto de atenção. A nutricionista materno-infantil Clissia Urio destacou que uma rotina baseada em ultraprocessados e excesso de açúcar, sal e aditivos pode prejudicar sono, irritabilidade e comportamento. Ela também chamou atenção para a seletividade alimentar, que pode levar algumas crianças a rejeitar frutas, verduras e proteínas e optar apenas por alimentos considerados mais previsíveis.

Para as especialistas, o cuidado não deve ficar restrito à criança. Sono adequado, horários organizados, alimentação, tarefas e uso de telas precisam ser observados por toda a família. Ivone ainda defende uma avaliação individualizada, que considere a realidade de cada criança e a integração entre casa, escola e profissionais que acompanham o caso.