Minha entrevistada desta semana é a pastora Fernanda Brum, do ministério Profetizando as Nações. Ela é um dos maiores nomes da música gospel nacional e foi destaque na  edição do projeto Quinta Gospel, realizado no dia 26 de junho, na Praça do Rádio Clube. A abertura ficou por conta dos campo-grandenses Jariston Lima e a banda Graça & Honra. O evento foi realizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), que tem Juliana Zorzo como presidenta; com as presenças do prefeito e primeira-dama, Gilmar Olarte e Andreia. 
Fernanda afirma que sua mãe espiritual foi sua vo da Igreja Assembleia de Deus de Madureira no RJ,  quando pequena ela aprendeu a expulsar demônios, orar pelos enfermos a ungir .Seus pais evangélicos a criaram dentro da palavra de Deus  quando adolescente teve uma grande decepção e se desviou dos  caminhos de Jesus e neste período ela procurou se estabelecer como profissional buscando novos horizontes   nos bastidores  e quando teve uma proposta maravilhosa de uma gravadora diz Fernanda que teve uma experiência sobrenatural com Deus e ela entendeu que o seu caminho deveria ser com intimidade com o Pai e foi assim que buscou se estabelecer neste  chamado em  grande Ministério o qual foi separada por Deus,  se doou completamente a voz do Espirito Santo e Deus gradativamente foi estabelecendo seu chamado e seu ministério.

Fernanda Brum 22 anos de carreira é casada desde 1996, com o cantor e produtor musical Emerson Pinheiro, ambos pastores da Igreja Batista Central da Barra da Tijuca. Juntos tiveram dois filhos: Isaac e Laura. 
Pastores desde 2002, Fernanda Brum e Emerson Pinheiro foram consagrados na Igreja Batista Nova Ebenézer, e atualmente pastoreiam na Igreja Batista Central da Barra, dirigindo o culto chamado "Quarta Profética", todas as quartas no Rio de Janeiro. 
O lançamento de seu primeiro LP em  1993, Fernanda é contratada para abrir um show da cantoraShirley Carvalhaes com um público estimado em 150 mil pessoas. Esta participação rendeu um contrato com a MK Publicitá. Em 1995, lança seu segundo álbum Meu Bem Maior que lhe deu notoriedade na música gospel brasileira1 . Em 2002, a cantora lança o álbum Quebrantado Coração, considerado pela crítica como um dos melhores álbuns do ano e o álbum que solidificou a carreira da cantora. No repertório estão as canções Amo O Senhor, Espírito Santo,Você Merece, O Amor que Cura, além da faixa-título.Em 2004, após ter ganhado mais de cinco discos de ouro, foi lançado o álbum Apenas um Toque, que foi gravado ao vivo na Igreja Batista Ebenézer. A produção musical ficou a cargo de Emerson Pinheiro, seu marido, assim como em todos os álbuns lançados pela cantora. A música Dá-me Filhos foi composta por Ludmila Ferber . O álbum foi disco de platina triplo por mais de 500 mil cópias vendidas. Em 2006 a cantora lançou o álbum Profetizando às Nações que teve metade de sua renda doada a missão Portas Abertas, organização que ampara a igreja perseguida (cristãos que vivem em lugares em que são perseguidos por serem crentes)4 . A partir de seu engajamento com a Igreja Perseguida, Fernanda se tornou embaixadora da causa.Em 2008 foi lançado o álbum Cura-me. O álbum traz uma participação de Ana Paula Valadão do Diante do Trono na música Não é Tarde, além de tratar de temas polêmicos, como o aborto5 . No mesmo ano se uniu com Eyshila num projeto que em 2008 se tornou CD, o CD Amigas. O álbum foi disco de ouro. Em 2009, gravaram o álbum Amigas 2com participação da cantora Liz Lanne. No dia 27 de junho de 2010, participou do quadro Encontro Musical do Domingão do Faustão na Rede Globo, ao lado deAline Barros as duas foram aclamadas pelo apresentador como Rainhas da Musica Gospel Brasileira . Na ocasião cantou a música "Cura-me" e em seguida fez um dueto com Aline Barros em Tudo é Teu. 7 . Também foi lançado o álbum Glória, álbum em que se destaca a música Pavão Pavãozinho que fala sobre injustiça social8 e foi responsável por uma de várias indicações ao Troféu Promessas .
A cantora também participou do Festivais Promessas, evento que pretendia reunir mais de 200 mil pessoas no Aterro do Flamengo e foi exibido na Rede Globo.

Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim”.
Atendendo a este chamado, Fernanda Brum e Emerson Pinheiro dispuseram suas vidas a viver para anunciar a salvação em Jesus Cristo através do louvor, da Palavra, das ações. Seja nos púlpitos, nos palcos, nas favelas, na cidades pequenas, no interior, nos guetos …. no Brasil, no exterior. Essa visão macro do Ministério Profetizando às Nações surgiu após o casal já trabalhar  há anos juntos - ele produzindo, pregando e pastoreando a igreja local e ela cantando, pregando e ambos compondo. Especificamente quando Fernanda começou a receber de Deus a revelação para seu sexto álbum, Profetizando às Nações, através do pastor Livingsthon Farias – autor da música 'Eu Vou (África)' – entregou a ela o livro 'Torturados por Amor a Cristo' e a revista Missão Horizontes, ambos sobre a igreja perseguida no planeta.
Fernanda ficou dias impactada pela leitura, e seu inconformismo de adolescência com essa questão reascendeu, e o que a fez entender que lutar por essa causa e levar as boas novas aos quatro cantos da terra definitivamente fazia parte de seu chamado. Ambos (ela e Emerson) já haviam sido ordenados pastores, e começaram a conhecer mais e acompanhar de perto a causa da igreja perseguida. Fernanda foi até recebida como correspondente especial da Missão Portas Abertas no Brasil, e fez campanha para que uma jovem da Eritreia (país africano) - que estava há mais de dois anos e meio presa em um container e incomunicável por pregar a Palavra Deus - fosse solta. O Portas Abertas e a ajuda à causa da igreja perseguida é uma das prioridades ministeriais de Fernanda. Ela revela que ao receber uma ligação deles, seu coração dispara, os olhos brilham. “Eu procuro saber avidamente o que está acontecendo, o que eles estão fazendo e sempre me coloco a disposição para ajudar em tudo o que eu posso”, destaca.

Para a cantora e pastora, a ação do Profetizando em causas é profundamente visceral. Normalmente ela acontece porque Fernanda se envolve intensamente com o assunto. O Profetizando às Nações não é uma igreja, não é uma ONG, mas um desdobramento disso tudo, é uma associação com uma abrangência mundial. Na verdade o ministério tem a pretensão de arrecadar fundos , incentivar ações de boa vontade, mobilizar pessoas em prol de causas sociais específicas e atemporais. Como por exemplo, contra o aborto. “Essa foi uma causa que nós abraçamos com o AMGI, que é uma casa de apoio a mulheres com gravidez indesejada, e o CD Glória doa parte de sua renda para essa instituição. Nós não temos uma ONG, mas apoiamos aquelas que já existem e fazem trabalhos com os quais nos identificamos. Seja financeiramente, com a nossa mídia ou nossa bandeira”, explica Fernanda, que gravou uma música sobre o tema no CD Cura-me, chamada 'Aborto Não'.

Outro exemplo de engajamento do Ministério profetizando às Nações é a campanha contra a pedofilia. A própria Fernanda atuou e mobilizou profissionais que doaram seu trabalho por causa das crianças. “Ajudar a combater a pedofilia é muito importante. Dou como exemplo a pergunta do Jô Soares outro dia em seu programa, se alguém seria a favor da pedofilia? Eu digo que os pedófilos são a favor. É por isso é muito importante que a sociedade se una contra a pedofilia e traga informações para que todos fiquem alertas”, frisa Fernanda, que acompanhou de perto o assunto em contato com o senador Magno Malta, que criou a CPI da Pedofilia, que colocou diversos criminosos atrás das grades.
Não existe uma regra para definir as causas que serão apoiadas pelo trabalho do Profetizando às Nações. Fernanda, Emerson e sua equipe de mais de 25 pessoas estão dispostas a trabalhar  seguindo a direção que Deus lhes dá. “Eu estou aí para utilizar toda a mídia que eu puder alcançar, levantar a minha paixão, a minha bandeira sobre o que o evangelho sugere”, reforça Fernanda. A causa mais recente apoiada pelo Profetizando às Nações foi a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro. Pessoas perderam tudo e, quando Fernanda percebeu, já estava engajada. “Eu chamei o cinegrafista na minha casa com urgência para gravar um apelo urgente. Nós não tínhamos a estrutura nem ainda uma conta corrente específica para as doações, isso foi feito depois. Nós conseguimos arrecadar recurso que se transformaram em fogões, geladeiras, alimentos, roupas. E ainda tem sido utilizado dessa maneira”, ressalta a pastora, explicando que são ações profundamente evangélicas. “Se o meu próximo está sofrendo, eu não consigo passar por ele de maneira a ignorar seu sofrimento. Enquanto Jesus me der forças pra isso, independente das críticas, desse olhar de pessoas que me chamam de demagoga, eu vou dormir tranquila porque eu obedeci a Deus”.

Contatos:
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