Plano de Governo
Plano de Riedel prevê universalizar saneamento e criar Agência Estadual de Águas
Programa para um novo mandato também propõe ampliar ações de segurança hídrica, gestão de resíduos e pagamento por serviços ambientais
O plano de governo de Eduardo Riedel para uma próxima gestão, no eixo de saneamento, meio ambiente e sustentabilidade, trata da universalização da coleta e tratamento de esgoto, ampliação do acesso à água, gestão de resíduos sólidos, segurança hídrica e valorização econômica dos ativos ambientais. O candidato à reeleição também propõe levar soluções de saneamento às comunidades isoladas do Pantanal e ampliar programas de conservação ambiental.
O JD1 já abordou as propostas de Riedel para segurança pública, infraestrutura, educação e saúde. Nos próximos dias, a série continuará com outros eixos do programa do candidato e também apresentará os planos de governo dos demais concorrentes ao Governo de Mato Grosso do Sul.
No saneamento, o documento aponta que a cobertura passou de 56% em 2021 para 77% da população em maio de 2026. Em outro trecho, informa que a cobertura da Sanesul alcança 76%, com meta de universalização até 2028. Entre 2023 e 2025, mais de 121 milhões de metros cúbicos de esgoto foram coletados e tratados.
Para os próximos anos, Riedel propõe universalizar o saneamento e implantar soluções descentralizadas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nas comunidades isoladas do Pantanal, seguindo o modelo do Ilumina Pantanal. O programa também prevê universalizar o próprio Ilumina Pantanal nas comunidades ribeirinhas.
Outras medidas são ampliar soluções regionalizadas para resíduos sólidos, fortalecer a drenagem urbana e implantar um programa estadual para formalização e funcionamento de cooperativas de catadores, com formação e remuneração dos trabalhadores. O plano ainda prevê estimular novas tecnologias e integrar o saneamento às políticas de saúde, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
Na área ambiental, Riedel apresenta como resultado da atual gestão a Lei do Pantanal, aprovada em 2023, e os primeiros Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), voltados à conservação da vegetação nativa e ao apoio de brigadas comunitárias de prevenção e combate aos incêndios florestais.
O programa também cita a criação da MS Ativos Ambientais para desenvolver projetos relacionados ao mercado de carbono, restauração ecológica, bioeconomia e conservação da biodiversidade. Outro dado destacado é a liderança de Mato Grosso do Sul no ranking nacional de reciclagem de embalagens por habitante, com 13,4 quilos por pessoa.
Em uma próxima gestão, a proposta é ampliar os programas de pagamento por serviços ambientais para todos os biomas presentes no Estado, fortalecer a conservação da biodiversidade, estimular mercados ligados aos ativos ambientais e modernizar a gestão das unidades de conservação.
A segurança hídrica também integra as propostas. O programa prevê revisar o Plano Estadual de Recursos Hídricos e criar uma Agência Estadual de Águas para a gestão das bacias hidrográficas. Também pretende ampliar o Prosolo, tanto em número de municípios quanto em área atendida.
O plano inclui ainda ações para proteção e recuperação de bacias hidrográficas, ampliação da infraestrutura de abastecimento e produção, incentivo ao uso racional da água e medidas de adaptação às mudanças climáticas. A proposta é integrar a gestão dos recursos hídricos ao planejamento territorial e associar preservação ambiental ao desenvolvimento econômico.