GIRO DO AGRO 360
JD1TV - Crédito rural: investimento que pode gerar renda e contribuir com a preservação do meio ambiente
Existem mais de 70 metodologias de aferição de créditos ambientais. Entenda como as propriedades podem contribuir com o meio ambiente e ainda gerar lucro
Quando se fala em crédito rural, o primeiro pensamento costuma estar relacionado ao financiamento da produção, à compra de máquinas ou à expansão da atividade no campo. Mas o acesso a recursos também pode ser um importante instrumento para promover práticas mais sustentáveis e transformar a relação entre produção e meio ambiente.
Projetos bem estruturados podem direcionar investimentos para recuperação de áreas, conservação do solo e da água, adequação ambiental, tecnologias de baixo impacto e melhorias na eficiência da produção. Para o produtor, isso significa não apenas acesso a recursos, mas também a possibilidade de tornar a propriedade mais eficiente, produtiva, rentável e preparada para as novas exigências do mercado.
É justamente nessa conexão entre crédito, gestão, produção e sustentabilidade que a especialista em desenvolvimento sustentável Gracita Barbosa, diretora da Seiva Empreendimentos e Projetos, trouxe como informações valiosas.
Em 2027, a Lei 15.042, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, será exigida de forma obrigatória nas propriedades; hoje ainda é voluntária. Ao ser questionada - para além da obrigatoriedade e da contribuição com o meio-ambiente - qual benefício o produtor tem ao inserir as normas de créditos rurais em sua propriedade, Gracita enfatizou: "você colhe uma safra de soja, uma safra de bezerro, uma safra de sorgo, uma safra de milho, você vai colher também uma safra de créditos ambientais. Então, se você tem um terço da sua renda bruta hoje, ou, 'quiçá', 50% da sua produção, se você colhe bezerro ao ano, por que não colher créditos ambientais? São safras anuais que o produtor rural pode ter acesso, e ele colabora para que as indústrias e as empresas neutralizem as suas emissões".
Confira na íntegra: