Política
Reinaldo Azambuja defende ferrovia, hidrovia e Rota Bioceânica como prioridades no Senado
Candidato afirma que crescimento da produção e avanço da industrialização de Mato Grosso do Sul exigem novos investimentos em infraestrutura para reduzir custos e ampliar o escoamento
O crescimento da produção e o avanço da industrialização de Mato Grosso do Sul precisam ser acompanhados por investimentos em infraestrutura logística. Essa é a avaliação do candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL 222), que defende a dragagem do Rio Paraguai, a recuperação e retomada da Malha Oeste e a conclusão dos acessos à ponte da Rota Bioceânica entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, como medidas fundamentais para o desenvolvimento do Estado.
Em entrevista à Rádio FM Antena 1 na manhã desta terça-feira (1º), o ex-governador destacou o aumento da produção sul-mato-grossense nos últimos anos e afirmou que a expansão precisa ser acompanhada por alternativas ao transporte rodoviário. “Não dá pro Estado crescer sem hidrovia e ferrovia. São modais importantes hoje pra um Estado que produz tanto igual ao nosso. Nós dobramos a produção do Estado em 11 anos e meio. Saímos de 14 milhões de toneladas pra 28 milhões e vamos passar de 30 milhões nos próximos dois anos. É muita produção. Além disso, estamos industrializando”, afirmou.
Reinaldo citou como exemplos desse processo a produção de álcool e DDG, utilizado na fabricação de ração animal, a partir do milho, além das carnes processadas e dos diferentes tipos de papel produzidos a partir da celulose. Para ele, o avanço dessas cadeias produtivas aumenta a necessidade de alternativas logísticas mais competitivas. “A Malha Oeste é uma prioridade. Eu, se eu chegar no Senado, eu vou lutar muito. Não dá para Mato Grosso do Sul conviver sem uma ferrovia, está muito caro o transporte por rodovias. O transporte rodoviário é um modal caro e que causa muito transtorno”, disse.
Na avaliação do candidato, a hidrovia também precisa ser fortalecida. Ele voltou a defender a dragagem de trechos do Rio Paraguai para garantir o transporte de minério de ferro produzido na região de Corumbá durante todo o ano. Além de reduzir a dependência das rodovias, a medida, segundo Reinaldo, poderia contribuir para preservar a BR-262 e diminuir impactos ambientais provocados pelo intenso tráfego de caminhões no Pantanal.
Outro projeto apontado como estratégico é a Rota Bioceânica. Reinaldo afirmou que empresários já começaram a se preparar para as oportunidades que devem surgir com a operação do corredor, principalmente em municípios como Jardim, Aquidauana e Porto Murtinho. Os investimentos incluem estruturas como galpões logísticos voltados ao armazenamento e transporte de cargas que poderão seguir em direção aos mercados asiáticos.
O candidato destacou que a Ásia já representa o destino de cerca de 67% das exportações de Mato Grosso do Sul, com produtos enviados para países como China, Índia, Indonésia, Singapura, Japão e Vietnã. “São mais de 5 bilhões de consumidores para os nossos produtos”, afirmou.
Para Reinaldo, porém, o potencial da Rota Bioceânica depende da conclusão da infraestrutura necessária para que o corredor funcione de maneira integrada. Ele cobrou do governo federal a conclusão do acesso, pelo lado brasileiro, à ponte que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta. “Vamos ter a ponte, mas sem o acesso do lado brasileiro. Do lado do Paraguai, o acesso já está pronto”, afirmou, defendendo que as obras avancem com planejamento e rapidez.
O candidato também destacou a necessidade de uma aduana inteligente para agilizar a passagem de cargas pelo corredor, que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Na avaliação dele, a estrutura logística precisa acompanhar a dimensão do novo eixo de comércio para evitar que gargalos burocráticos reduzam os benefícios esperados.
Reinaldo afirmou estar otimista com os efeitos da Rota Bioceânica e dos investimentos em infraestrutura para a economia sul-mato-grossense. Segundo ele, a combinação entre produção, industrialização e novos corredores de transporte pode abrir espaço para mais investimentos privados, empregos e geração de renda no Estado.
“Eu não tenho dúvida de que o Estado vai dar um grande salto no desenvolvimento econômico, gerando mais empregos e renda para todos”, finalizou.