Decisão
Justiça nega liberdade a investigado por execução de mulher no Inferninho
Decisão do desembargador Carlos Eduardo Contar mantém João Pedro de Souza preso; defesa alegou falta de fundamentação na prisão preventiva
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de liberdade de João Pedro de Souza, um dos investigados pela morte de Giovana Castura Werner, de 52 anos, em Campo Grande. A decisão é do desembargador Carlos Eduardo Contar.
A defesa de João Pedro alegou que a decisão que converteu a prisão temporária em preventiva não apresentou fundamentação. Também sustentou que não estão presentes os fundamentos para a manutenção da prisão cautelar e destacou que o investigado possui residência fixa e ocupação lícita, entre outros argumentos em defesa da liberdade.
Ao analisar o pedido, o desembargador Carlos Eduardo Contar indeferiu a ordem liminar para a soltura do investigado. Segundo a decisão, “malgrado a argumentação expendida, não se constata ictu oculi elementos que justifiquem a pretensão liminar”.
O desembargador determinou ainda que o Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri preste informações. Posteriormente, o pedido de liberdade deverá ser analisado.
Vítima foi executada
O corpo de Giovana Castura Werner, de 52 anos, foi encontrado em 24 de março de 2026, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. Ela estava morta com um tiro na testa.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os suspeitos investigados têm 35, 26, 20 e 19 anos.
Segundo as investigações, a motivação do crime teria relação direta com a atividade exercida pela vítima. Giovana atuava como agiota e, conforme apurado pela polícia, teria cobrado uma dívida de um dos envolvidos pouco antes de ser assassinada.
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