Plano de Governo
Delcídio quer integrar modais, fortalecer Rota Bioceânica e rever PPP do saneamento
Plano propõe mudanças no Fundersul, investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos
O plano de governo de Delcídio do Amaral (PRD) coloca infraestrutura e logística entre as áreas consideradas estratégicas para aumentar a competitividade de Mato Grosso do Sul. O documento defende investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de ações voltadas ao saneamento básico. A ideia é integrar os diferentes meios de transporte para reduzir custos e melhorar o escoamento da produção.
O JD1 segue apresentando as propostas dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. Já foram detalhados os projetos de Eduardo Riedel (PP), Renato Gomes (DC), João Henrique Catan (NOVO) e Fábio Trad (PT). Agora, a série aborda Delcídio do Amaral e, nos próximos dias, seguirá com os demais candidatos.
Rodovias e Fundersul
Uma das propostas de Delcídio é elaborar um Plano Estadual de Transporte e Logística, integrando os diferentes modais. O candidato também pretende criar centros logísticos por meio de PPPs e parcerias com o governo federal, com espaços para armazenamento e distribuição de cargas e implantação de “portos secos”, com serviços de aduana e vigilância sanitária.
Nas rodovias, o plano prevê mudanças no Fundersul. A proposta é garantir por lei que 100% dos recursos do fundo sejam destinados à pavimentação, manutenção, sinalização e recuperação de rodovias estaduais e estradas vicinais. Também prevê um comitê gestor com participação do setor produtivo para fiscalizar os recursos e ajudar a definir quais obras terão prioridade.
Delcídio propõe ainda substituir pontes de madeira por estruturas de concreto e apoiar os municípios na recuperação das estradas rurais.
Ferrovias, aeroportos e hidrovias
No setor ferroviário, Delcídio pretende articular investimentos estaduais e federais para revitalizar a antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, recuperar a Malha Oeste, buscar sua ligação com a Ferronorte e avançar na conexão com a rede ferroviária da Bolívia.
Para os aeroportos, o plano prevê buscar recursos federais para ampliar e melhorar estruturas regionais e criar incentivos para atrair novas empresas e voos.
Já nas hidrovias, a proposta é ampliar a capacidade dos portos e incentivar novos terminais privados. O foco está principalmente nos polos de Três Lagoas, Bataguassu, Corumbá, Ladário e Porto Murtinho.
Rota Bioceânica
A Rota Bioceânica ganha espaço próprio no plano. Delcídio propõe atuação do Estado junto ao governo federal para concluir a ligação da BR-267, o contorno de Porto Murtinho e a estrutura necessária ao Centro Unificado de Fronteira. O objetivo é colocar em funcionamento o corredor internacional que liga o Brasil aos portos do Chile e, consequentemente, ao mercado asiático.
Outra proposta é transformar Porto Murtinho em um grande hub portuário do Centro-Oeste, melhorando os acessos terrestres e a estrutura para embarque de cargas. O plano também prevê modernizar os portos de Corumbá e Ladário e integrá-los à Malha Oeste, além de estimular PPPs para áreas de armazenamento de grãos, combustíveis e fertilizantes.
Saneamento
No saneamento, Delcídio defende a manutenção da Sanesul como empresa pública e propõe revisar e auditar os estudos que embasaram a PPP do esgotamento sanitário. O plano também prevê investigar recursos pagos à concessionária privada e empréstimos contratados pelo Estado relacionados às obras do setor.
A proposta inclui ainda um programa de modernização dos sistemas de tratamento de água e esgoto da Sanesul. Outro projeto seria reduzir as perdas de água na rede de distribuição, com tecnologias para identificar vazamentos e substituir tubulações antigas.