O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT) coloca a valorização dos professores, a modernização das escolas, o combate à evasão e a preparação dos jovens para o mercado de trabalho entre os principais pontos de seu programa para a educação. Depois das propostas para saúde e infraestrutura, a educação é outro eixo do plano de governo apresentado pelo candidato.

O ex-deputado federal parte de um diagnóstico de desigualdade entre as escolas do Estado, principalmente no interior, periferias, comunidades indígenas e regiões de fronteira. O programa aponta problemas de infraestrutura, conectividade, falta de profissionais e dificuldades de acesso às novas tecnologias.

Uma das principais propostas é acabar com a diferença salarial entre professores concursados e temporários. O candidato também promete aumentar gradualmente o número de professores efetivos, investir em formação continuada, melhorar as condições de trabalho e criar ações de cuidado com a saúde mental dos profissionais.

Outra medida é realizar um Censo da Educação Estadual para identificar onde há necessidade de novas escolas, reformas, ampliações e melhorias pedagógicas.

Na infraestrutura, o plano prevê climatização, acessibilidade, bibliotecas, quadras cobertas, laboratórios, internet de alta velocidade, equipamentos tecnológicos e energia solar. A intenção também é ampliar o ensino em tempo integral, priorizando regiões vulneráveis e locais com maior evasão.

Fábio propõe fortalecer o ensino técnico e profissionalizante, em parceria com IFMS, Sistema S e setor produtivo, com cursos ligados a tecnologia, logística, energias renováveis, agroindústria, bioeconomia, indústria 4.0 e serviços digitais.

Para manter os jovens na escola, a proposta é criar um Programa Estadual de Permanência Escolar, integrado ao Pé-de-Meia do governo federal, com bolsas, transporte, alimentação, apoio psicossocial, acompanhamento pedagógico e busca ativa de alunos que abandonaram os estudos.

O programa prevê ainda o Juventude, Ciência e Inovação, com robótica, programação, inteligência artificial, feiras científicas e iniciação científica.

Na educação indígena, do campo e de fronteira, a promessa é investir em formação específica de professores, material didático contextualizado, infraestrutura e permanência dos alunos. Para o campo, o plano prevê parcerias de apoio às Escolas Família Agrícola.

O candidato também propõe fortalecer a UEMS, ampliando cursos, vagas e pesquisas ligadas ao desenvolvimento regional, além de criar o Primeiro Caminho Universitário, com cursinhos populares, preparação para o Enem, bolsas de permanência e incentivo ao ingresso de estudantes de baixa renda no ensino superior.

O plano inclui ainda fortalecimento dos conselhos escolares e das Associações de Pais e Mestres (APMs), maior participação das comunidades na gestão e integração do ensino médio com universidade, empreendedorismo, inovação e mercado de trabalho.