Campo Grande
Homem confessa que matou jovem no Monte Castelo e alega legítima defesa
Três pessoas também estão presas, porém não teriam relação com o homicídio de Karlos Eduardo; entenda
Leandro Moreira da Silva, de 35 anos, o “Zóio”, foi preso nesta terça-feira (19), no bairro Nova Lima, em Campo Grande, após confessar ter matado Karlos Eduardo Carvalho dos Santos, de 18 anos, durante a madrugada do dia 10, no bairro Monte Castelo. Uma arma de fogo foi apreendida.
Segundo o boletim policial, a Polícia Militar foi acionada após receber informações sobre o paradeiro de “Zóio”, que seria supostamente envolvido em um homicídio ocorrido dias antes. A informação apontava que ele estaria no endereço indicado e que familiares da vítima estariam tentando localizá-lo.
Diante das informações, equipes da Força Tática da 11ª CIPM e da Força Tática do 9º BPM foram até o local, mas não encontraram o homem na residência indicada pela população. No entanto, os policiais visualizaram um homem escondido no corredor da residência vizinha, que foi reconhecido pelos populares como sendo “Zóio”.
Durante a abordagem, ele confirmou aos policiais ter matado Karlos Eduardo Carvalho dos Santos, alegando que agiu em legítima defesa. Ainda conforme o boletim, “Zóio” informou que, após o ocorrido, dirigiu-se a um ferro-velho e solicitou que um homem guardasse uma sacola preta, deixando o local em seguida.
Diante das informações, os policiais foram até o ferro-velho. Um homem recebeu a equipe e confirmou que “Zóio” havia pedido para guardar uma sacola preta. Ao ser solicitado que apresentasse o objeto, ele foi até o local onde havia guardado a sacola e a entregou espontaneamente aos policiais.
Durante a averiguação, foi localizado dentro da sacola um revólver calibre .32, desmuniciado e com a numeração suprimida. Questionado sobre a arma, “Zóio” afirmou que ela teria sido utilizada no homicídio. Sobre os estojos das munições, relatou que havia se desfeito deles, mas não soube informar o local exato.
Diante dos fatos, ele recebeu voz de prisão e foi levado ao Centro Especializado de Polícia Integrada (CEPOL), onde foi lavrado o flagrante. Já a pessoa que guardou a arma foi liberada, pois, segundo informado, não tinha conhecimento do armamento.
Prisão indevida, diz fonte
Uma fonte que conversou com o JD1 Notícias afirmou que Jackson Lins de Souza, Rodrigo Andrade de Oliveira e Thiago Pereira Carrilho estão presos por suposto envolvimento na morte de Karlos Eduardo. Segundo ela, porém, os três não teriam participado do homicídio.
Conforme o relato, Karlos Eduardo estava em um Fiat Uno com Rodrigo Andrade de Oliveira quando os dois saíram à procura de “Zóio”. Segundo a fonte, Rodrigo teria chamado Thiago e Jackson para ajudar a buscar Karlos posteriormente.
Ainda segundo a fonte, Karlos e Rodrigo teriam encontrado “Zóio” em uma via pública, acompanhado de uma mulher. O veículo teria parado no local e Karlos descido para conversar com “Zóio”. Os dois teriam iniciado uma discussão.
Durante a discussão, uma arma que estaria, em tese, com Karlos Eduardo, teria caído no chão. Conforme o relato, “Zóio” e a mulher que o acompanhava avançaram para pegar o armamento e conseguiram ficar com a arma.
Na sequência, Karlos Eduardo teria sido baleado. Mesmo ferido, o jovem correu por trás do Fiat Uno, atravessou a via, mas caiu e morreu em decorrência dos disparos efetuados, segundo a fonte, por “Zóio”.
As câmeras de segurança registraram a chegada do Fiat Uno ao local e o início da discussão entre Karlos Eduardo e “Zóio”. No entanto, a iluminação do próprio veículo teria ofuscado parte das imagens, dificultando a visualização do momento em que a arma teria caído no chão e também do instante do disparo.
Após o ocorrido, Rodrigo teria chamado Thiago e Jackson para buscar Karlos Eduardo. Segundo a fonte, os dois não sabiam que Karlos havia sido atingido por um disparo e tampouco que ele já estaria morto.
Quando foram até o local para buscá-lo, os três teriam sido abordados pelo Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) da Polícia Militar e presos em flagrante ainda na madrugada.
Segundo a fonte, a prisão dos três teria ocorrido porque eles foram abordados em meio às circunstâncias do homicídio e acabaram sendo apontados como suspeitos de envolvimento no crime.
A fonte, porém, afirma que Thiago e Jackson não sabiam que Karlos havia sido baleado ou morto quando foram chamados por Rodrigo para buscá-lo. Os três foram levados ao presídio, onde permanecem custodiados.
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