Cerca de 13 milhões de segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estão com a prova de vida pendente e poderão regularizar a situação ao votar neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026. A participação na votação é uma das formas utilizadas pelo instituto para confirmar automaticamente que o beneficiário está vivo.

O número de pendências representa 32,5% dos aproximadamente 40 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios e do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Desde 2023, a prova de vida é feita principalmente pelo cruzamento de informações de diferentes bases públicas. Entre os registros considerados estão votação e justificativa eleitoral, atendimento no SUS, vacinação, atualizações no CadÚnico, emissão ou renovação de documentos, perícias médicas e operações realizadas com reconhecimento biométrico.

Quem comparecer às urnas não precisa solicitar a atualização ao INSS. Os dados são repassados pela Justiça Eleitoral e utilizados no cruzamento automático. A justificativa de ausência e atualizações cadastrais feitas junto à Justiça Eleitoral também podem servir como comprovação.

Para eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, não comparecer às urnas não provoca bloqueio do benefício. O INSS poderá identificar a prova de vida por outras bases de dados. A ausência na eleição, por si só, também não causa suspensão ou cancelamento de aposentadorias e pensões.

Quem recebeu aviso de pendência pode consultar a situação pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Prova de Vida”, ou pela Central 135. Caso seja necessária a regularização, o procedimento também pode ser realizado pelos meios disponibilizados pelo INSS e pela instituição bancária responsável pelo pagamento.