Agronegócio
MS mantém 5º lugar na produção de soja do Brasil e Maracaju retoma liderança estadual
Estado colheu 13,1 milhões de toneladas da oleaginosa em 2025, enquanto Maracaju produziu 1,2 milhão de toneladas e voltou ao topo entre os municípios de MS
Mato Grosso do Sul produziu 13,1 milhões de toneladas de soja em 2025 e manteve a quinta posição entre os maiores produtores da oleaginosa no Brasil. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (17), e apontam crescimento de 15,9% na produção estadual em relação a 2024.
Ao todo, foram produzidas 13.119.833 toneladas, o equivalente a 7,9% de toda a soja colhida no país. O valor da produção também avançou, chegando a R$ 25,1 bilhões, alta de 30,7% em um ano. No ranking nacional, Mato Grosso liderou com 50,17 milhões de toneladas, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. A produção brasileira somou 165,26 milhões de toneladas.
Entre os municípios, Maracaju voltou a ocupar a liderança em Mato Grosso do Sul. A cidade produziu 1.227.930 toneladas, superando Ponta Porã, com 899.100 toneladas, e Sidrolândia, que registrou 891 mil toneladas. Maracaju também aparece na 13ª posição entre os maiores produtores de soja do país, enquanto Ponta Porã ficou em 30º lugar.
A recuperação ocorreu após um período de dificuldades climáticas. Em 2024, os efeitos do El Niño contribuíram para uma estiagem prolongada em áreas produtivas de Mato Grosso do Sul, atrasando o plantio e afetando culturas como soja e milho. Segundo José Aparecido Albuquerque, tecnologista do IBGE em Mato Grosso do Sul, o impacto foi ainda mais forte sobre o milho de segunda safra.
A área plantada ou destinada à colheita no Estado também aumentou, passando de 7,2 milhões para 7,6 milhões de hectares em 2025, alta de 5,3%. A soja representa 55,9% dessa área, enquanto o milho ocupa 29,8%.
O avanço da oleaginosa ajudou a elevar o valor total da produção agrícola de Mato Grosso do Sul para R$ 47,8 bilhões em 2025, contra R$ 35,7 bilhões no ano anterior. O crescimento nominal foi de 33,9%, impulsionado pela recuperação da produção de grãos e pela valorização de culturas como soja, milho, algodão, cana e café.