Nova Magnitsky
Eduardo Bolsonaro pede novamente a Trump novas sanções contra o STF
Ex-deputado se reuniu com autoridades dos Estados Unidos e defendeu aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a pedir ao governo dos Estados Unidos a aplicação de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em reunião com integrantes do Departamento de Estado americano, na quarta-feira (16), ele defendeu o uso da Lei Global Magnitsky contra Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
O encontro ocorreu um dia após o STF iniciar a análise de questões relacionadas ao caso Banco Master. A sessão foi interrompida depois de um pedido de vista feito por Flávio Dino. Antes da reunião, Eduardo afirmou que o resultado do julgamento havia provocado reação entre seus apoiadores e voltou a criticar a atuação dos ministros.
Eduardo está nos Estados Unidos desde setembro de 2025 e tem atuado junto a autoridades americanas em defesa de medidas contra integrantes do STF. Em junho de 2026, ele foi condenado pela Primeira Turma da Corte a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo o STF, a condenação está relacionada à atuação do ex-deputado para interferir no julgamento da ação penal envolvendo seu pai, Jair Bolsonaro.
Apesar de negar que a atuação tenha relação com a eleição presidencial, Eduardo afirmou que os Estados Unidos poderiam adotar novas medidas contra ministros caso o STF não reconheça uma eventual vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Até o momento, não houve anúncio oficial do governo de Donald Trump sobre novas sanções contra Moraes, Gilmar ou Dino. Moraes já havia sido alvo da Lei Global Magnitsky em 2025, mas as sanções foram posteriormente retiradas.