Queimadas
Força-tarefa cria 'cinturão de proteção' contra o fogo no Parque Estadual do Rio Negro
Operação preventiva no Parque do Rio Negro usou frente fria e tecnologia para eliminar excesso de vegetação seca antes do período de estiagem
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e o Corpo de Bombeiros Militar concluíram uma operação de Manejo Integrado do Fogo (MIF) que cobriu mais de mil hectares no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. A ação preventiva utilizou a técnica de queima prescrita para reduzir a biomassa acumulada e criar "cinturões de proteção" antes do início do período crítico de estiagem no bioma.
Durante as atividades, as equipes utilizaram uma estratégia dinâmica: aproveitaram focos de um incêndio que já ocorria na região oeste para realizar a queima controlada de áreas previamente planejadas.
Além disso, entre 11 e 15 de maio, os bombeiros estenderam a queima preventiva por 600 hectares da Fazenda Santa Maria, propriedade vizinha e estratégica na contenção de chamas vindas de fora da unidade de conservação.
A operação de cinco dias aproveitou uma janela meteorológica favorável, trazida por uma frente fria que derrubou as temperaturas e elevou a umidade na região. O trabalho técnico contou com apoio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), de torres de observação e do uso de áreas alagadas como barreiras naturais para garantir que o fogo controlado não ultrapassasse os limites estabelecidos.
Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, o Pantanal é um bioma que convive naturalmente com o fogo, o que torna o manejo planejado a ferramenta mais eficiente para evitar os incêndios extremos dos últimos anos.
A força-tarefa reuniu bombeiros, servidores do Imasul, pesquisadores da UFMS e produtores rurais da região, que auxiliaram na abertura de aceiros e cederam maquinários para as linhas de defesa.