Moradores do Residencial Damha, em Campo Grande se reuniram para tapar buracos na Avenida Marquês de Pombal. O registro, feito na manhã desta quarta-feira (1º), se soma a uma sequência manifestações que circulam nas redes sociais mostrando a insatisfação da população com a situação das ruas da Capital.

Apesar dos anúncios da Prefeitura de Campo Grande sobre o reforço da operação tapa-buracos, o resultado ainda não é percebido por quem enfrenta diariamente a precariedade do asfalto.

 Nos últimos meses, tornaram-se frequentes imagens de moradores improvisando sinalizações, colocando galhos, cones e até placas dentro das crateras para evitar acidentes.

Redes sociais

O cenário ocorre poucas semanas após a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, revelar um suposto esquema de fraudes em contratos de manutenção viária que, segundo as investigações, movimentou R$ 113,7 milhões entre contratos e aditivos firmados entre 2018 e 2025. A investigação aponta pagamentos por serviços que não teriam sido executados, manipulação de medições e desvio de recursos públicos, fatores que, de acordo com o MP, contribuíram para a deterioração das vias da cidade.

Após a operação, a Prefeitura rompeu o contrato com a Construtora Rial, uma das empresas investigadas, e anunciou uma nova licitação para contratar outra prestadora de serviços. Enquanto isso, a prefeita Adriane Lopes afirmou que cinco equipes foram redistribuídas para atender todas as regiões da Capital e que também será acionado o Consórcio Central MS para reforçar os trabalhos.

No entanto, os relatos da população indicam que os reparos ainda não chegaram a diversos bairros. 

Enquanto isso, o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), notificou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes nesta quarta, para que explique quais providências estão sendo tomadas diante do vencimento dos contratos responsáveis pela manutenção do pavimento asfáltico na Capital.