A morte do cão Azeitona, um poodle de 10 anos no dia 21 de agosto de 2025, após atendimento em uma clínica veterinária de Campo Grande, virou alvo de uma disputa na Justiça. Os tutores ingressaram com uma ação de indenização por danos materiais e morais, alegando falhas no atendimento, omissão de informações sobre o estado de saúde do animal e demora na entrega de documentos médicos. 

A clínica nega as acusações, afirma que seguiu os protocolos veterinários e que toda a documentação foi entregue dentro do prazo.

Na ação, protocolada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, os tutores sustentam que o quadro clínico do animal se agravou durante a internação sem que fossem adotadas medidas compatíveis com a gravidade do caso. O processo também cita pareceres veterinários particulares que apontariam possíveis falhas técnicas e pede indenização pela morte do animal.

À reportagem, o advogado que representa os tutores afirmou que a família busca esclarecimentos sobre o caso. "O cachorro veio a óbito dentro da clínica. Pedimos o laudo do óbito e alguns documentos, mas eles se negaram. O que estamos procurando é dar informação para a população", disse. Segundo ele, além da ação judicial, o caso também foi comunicado ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MS), que apura os fatos.

A responsável técnica da clínica contestou a versão apresentada pelos tutores. "Não houve omissão. Todos os documentos foram entregues no quinto dia útil, conforme determina o Conselho", afirmou. Ela explicou ainda que a medicina veterinária não emite certidão de óbito como ocorre na medicina humana. "O que existe é o prontuário completo, com anamnese, exames, diário de internação e prescrições. Tudo isso foi entregue."

A clínica mandou ainda um print do email que teria mandado aos tutores.

Sobre o atendimento, a clínica afirma que Azeitona apresentava um grave comprometimento pulmonar. "Ele tinha um problema pulmonar grave. A gente queria fazer uma tomografia para definir se era uma tumoração ou outra doença. Infelizmente, nem sempre o nosso melhor traz o resultado que esperamos", declarou a responsável técnica.

Ela também atribuiu as acusações ao inconformismo da família com a perda do animal. "Infelizmente, é um luto mal resolvido. Eles estão buscando um culpado para o que aconteceu", disse.

O processo segue em tramitação na Justiça de Mato Grosso do Sul e ainda não há decisão sobre o mérito da ação. Caberá ao Judiciário analisar os laudos, prontuários, documentos e demais provas apresentadas pelas partes antes de decidir se houve ou não falha na prestação do serviço.