O jornalista e advogado, Tiago Martins Pitthan, morreu na noite deste domingo (5), aos 49 anos, no Hospital da Cassems, em Campo Grande. Conhecido pela atuação na imprensa sul-mato-grossense, ele ganhou projeção nacional neste ano ao transformar o próprio adeus em uma celebração da vida ao realizar um "velório em vida", após receber o diagnóstico de um câncer de estômago sem possibilidade de cura.

A informação foi confirmada em publicação nas redes sociais do jornalista. "Informamos o falecimento do Tiago Pitthan, o nosso Bom Sujeito, na noite de 05 de julho, Hospital Cassems, em Campo Grande (MS). Ele combateu o bom combate", diz a nota.

O velório, ou  "gurufim", será realizado nesta segunda-feira (6), a partir das 10h, no Memorial Park, localizado na Rua Francisco dos Anjos, 442, no Bairro Universitário, em Campo Grande.

Antes de morrer, Tiago deixou uma última mensagem em vídeo para amigos e seguidores. "Não se preocuparem, esou bem, estou em paz, esou feliz, valeu a pena", afirmou. Em outra publicação, também escreveu: "Sem filtro, sem produção. Pediram para chamar minha família, mas a vida... a vida vale a pena! Talvez eu volte aqui e conte como foi. Talvez não. Na dúvida, amo vocês!".

Velório em vida

No dia 30 de maio, Tiago reuniu mais de 800 pessoas em um antigo galpão de cervejaria, em Campo Grande, para um "velório em vida". O encontro, inicialmente pensado para cerca de 50 amigos, recebeu familiares, colegas e pessoas que viajaram de diferentes estados para homenageá-lo ainda em vida.

Na ocasião, explicou que não queria ser lembrado pela morte, mas pela forma como escolheu viver. "As pessoas perguntam para mim como é estar morrendo. E eu só tenho uma resposta para dar: eu não estou morrendo, eu estou vivendo", declarou durante o evento.

A decisão de promover a celebração veio após o diagnóstico de adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. Os primeiros sintomas surgiram durante o réveillon de 2023 para 2024, em Bonito. Após meses de exames, os médicos constataram que a doença já havia se espalhado, descartando a possibilidade de cirurgia.