A Prefeitura de Campo Grande contabiliza mais de 100 chamados por quedas de árvores, 26 escolas destelhadas, três unidades da assistência social e uma unidade de saúde atingidas pelo temporal de quinta-feira (10). O balanço foi apresentado pela prefeita Adriane Lopes durante coletiva na manhã desta sexta-feira (11), ao lado do chefe da Defesa Civil Municipal, Eneas Netto. O município mantém equipes nas ruas, pediu apoio ao Governo do Estado e avalia a possibilidade de decretar situação de emergência ou calamidade.

Segundo a prefeita, o levantamento ainda não foi concluído porque novas ocorrências continuam sendo registradas. A administração municipal também mantém atenção para a possibilidade de novos vendavais nas próximas horas.

“Buscamos a força do Governo do Estado e estamos fazendo o levantamento de todos os danos. Já são mais de 100 chamados relacionados a árvores caídas, 26 escolas destelhadas, três unidades da assistência social e uma unidade de saúde atingida. Além disso, pelas próximas dez horas ainda existe risco de novos vendavais”, afirmou Adriane.

A orientação é para que moradores não tentem retirar árvores, galhos ou outros objetos que estejam bloqueando ruas, principalmente quando houver cabos da rede elétrica próximos. Segundo a prefeitura, existe risco de os fios estarem energizados. O telefone 156 foi disponibilizado para o registro das ocorrências.

Cerca de 15 equipes municipais estão nas ruas desde quinta-feira para atender os pontos afetados. Um gabinete de situação também acompanha as ocorrências e reúne informações das secretarias envolvidas.

Decreto ainda é avaliado

A prefeitura também analisa se os danos justificam a decretação de situação de emergência ou de calamidade pública. A decisão, no entanto, depende da conclusão do levantamento das ocorrências e da dimensão dos prejuízos.

“Estamos avaliando essa possibilidade, mas ainda não temos o fechamento de todas as ocorrências e de todos os danos. Por isso, vamos agir com cautela antes de tomar uma decisão. Primeiro precisamos ter a dimensão do que aconteceu em toda a cidade”, disse Adriane.

O chefe da Defesa Civil Municipal, Eneas Netto, explicou que as informações registradas por diferentes órgãos serão cruzadas para acelerar os atendimentos e também documentar os prejuízos causados pelo temporal.

“A Ouvidoria-Geral do Município está dando apoio e vamos fazer o cruzamento das informações para agilizar a resposta. Tivemos, por exemplo, uma ocorrência na Esplanada Ferroviária e precisamos enviar uma equipe para registrar esse desastre no sistema do Governo Federal. Esse procedimento também é necessário para que o município possa pleitear recursos para atender Campo Grande diante dessa situação”, explicou.

Somente pelo telefone 199 da Defesa Civil, entre 80 e 90 chamados foram registrados de quinta-feira para esta sexta.

Defesa Civil explica alerta

Eneas também explicou por que o sistema de alerta da Defesa Civil não disparou nos celulares durante o temporal, pois estava classificada no nível laranja, considerado intermediário.

“O alerta que toca diretamente nos aparelhos é utilizado quando chegamos ao nível vermelho. Ontem estávamos no nível intermediário, que é o laranja. Hoje já estamos no primeiro nível de atenção. Continuamos acompanhando as condições porque ainda há previsão de instabilidade”, afirmou.

O município atua em conjunto com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Segundo Eneas, o Governo do Estado já colocou equipes à disposição para auxiliar Campo Grande.

A orientação permanece para que a população evite áreas com árvores, postes ou cabos caídos e não tente desobstruir ruas por conta própria. As ocorrências podem ser comunicadas pelo 156, da prefeitura, ou pelo 199, da Defesa Civil.

Enquanto as equipes permanecem nas ruas, o município continuará contabilizando os danos em escolas, unidades públicas, residências e vias. A conclusão desse levantamento deverá definir as próximas medidas e se Campo Grande terá ou não um decreto de emergência em razão do temporal.