"Descaso foi generalizado"
Após estragos causados por tempestade, comerciante aguarda há três dias atendimento da Prefeitura e da Defesa Civil
Alessandra Soares afirma que desde a quinta-feira (10) solicitou atendimento à Prefeitura e à Defesa Civil, mas ainda não foi atendida
O temporal que atingiu Campo Grande na última quinta-feira (10) deixou um rastro de prejuízos para comerciantes da Capital. Entre os afetados está Alessandra Soares, proprietária de uma oficina mecânica localizada na Avenida Três Barras, que teve praticamente toda a estrutura metálica do estabelecimento destruída pela força dos ventos.
Em contato com o JD1 Notícias, Alessandra pediu ajuda para conseguir limpar o local com segurança e evitar que novas partes da estrutura desabem. Segundo ela, o prejuízo é estimado em aproximadamente R$ 180 mil. A oficina funciona há quase três anos e conta com dois funcionários. Na quinta-feira, durante a tempestade, o telhado não resistiu à força do vento e desabou sobre o pátio.
Com a queda, veículos de clientes, motocicletas, ferramentas, equipamentos e elevadores utilizados no trabalho foram atingidos. Parte da fiação e dos escombros também ficou espalhada pelo estabelecimento.
“Foi devastadora. Infelizmente, fomos atingidos em cheio. A força do vento arrancou e desabou toda a estrutura metálica do teto da nossa oficina. A cobertura veio abaixo sobre o pátio, destruindo a estrutura física, danificando nossas ferramentas de trabalho e atingindo os veículos de clientes que estavam no local”, relatou.
Além dos prejuízos materiais, Alessandra afirma que ainda não conseguiu iniciar a limpeza do espaço por causa do risco de novos desabamentos. Segundo ela, a situação ficou ainda mais preocupante com a continuidade das chuvas.
A comerciante conta que procurou a Prefeitura de Campo Grande em busca de auxílio e foi orientada a entrar em contato com a Defesa Civil. Ao procurar o órgão, recebeu a orientação para encaminhar fotos da situação pelo WhatsApp.
Depois do envio das imagens, porém, segundo Alessandra, veio a informação de que não seria possível prestar o atendimento solicitado.
“Quando liguei na Prefeitura, pediram para ligar para a Defesa Civil. Quando liguei na Defesa Civil, mandaram falar pelo WhatsApp e mandar fotos. Depois veio a negativa de que não podem ajudar. O descaso foi generalizado. Uns jogando para os outros”, afirmou.
A empresária diz que não possui seguro para cobrir os danos provocados pelo temporal e que, neste momento, precisa principalmente de apoio para retirar os escombros de maneira segura. Alessandra relatou ainda que, amigos chegaram a sugerir a criação de uma vaquinha on-line para ajudar a recuperar a oficina, mas ela ainda não conseguiu organizar a iniciativa diante da dimensão dos danos.
“Preciso muito da ajuda para limpar com segurança. O imóvel ainda corre risco de desabar e a chuva não cessou, piorando a situação.Estamos buscando qualquer ajuda neste momento”, afirmou.
A comerciante afirma que aguarda uma solução para conseguir retirar os escombros, avaliar os danos e tentar retomar as atividades.
A reportagem do JD1 Notícias procurou a Defesa Civil e a Prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para posicionamento das instituições.