Ajude Miguel
Aos 8 anos, menino de Rio Brilhante enfrenta 10 cirurgias e faz vaquinha para evitar nova colostomia
Miguel Baltazar, de Rio Brilhante, convive com complicações intestinais desde os primeiros dias de vida e precisa de tratamento para uma nova fístula
A família de Miguel Baltazar, de 8 anos, morador de Rio Brilhante, iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta complicações intestinais desde o nascimento. Aos três dias de vida, ele precisou passar pela primeira cirurgia para a colocação de uma bolsa de colostomia e, desde então, já foi submetido a dez procedimentos.
Miguel nasceu com megacólon congênito, uma condição que compromete o funcionamento do intestino. Ao longo da infância, passou por cirurgias, tentativas de reversão da colostomia e complicações que fizeram com que precisasse voltar a utilizar a bolsa.
A primeira tentativa de retirada da colostomia aconteceu quando ele tinha 1 ano e 6 meses. Cerca de um mês depois, uma fístula foi identificada e foi necessário realizar uma nova cirurgia para colocar a bolsa. Aos 2 anos e 6 meses, Miguel passou por uma segunda tentativa de reversão, mas permaneceu aproximadamente dois meses sem a colostomia antes que outra fístula levasse à necessidade de um novo procedimento.
Depois de alguns anos sem novas tentativas, o menino voltou a ser acompanhado para dar continuidade ao tratamento. Segundo a mãe, Larissa Raquel Baltazar Arguelho, Miguel também foi diagnosticado com uma estenose no reto e precisou aguardar por atendimento especializado.
Em abril deste ano, aos 8 anos, ele passou por uma cirurgia para tratar a estenose. O procedimento foi longo e exigiu internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em julho, veio a terceira tentativa de reversão da colostomia, mas novamente surgiu uma fístula.
“Ele fez a terceira reversão de colostomia e depois começou a apresentar a fístula novamente. Agora ele está internado por conta dessa fístula”, relatou a mãe.
Segundo Larissa, a complicação provocou uma infecção na região e exigiu uma nova intervenção médica. A equipe realizou uma drenagem e um procedimento para conter a evolução da infecção, mas existe o risco de Miguel precisar voltar a utilizar a bolsa de colostomia.
A família também busca investigar outras possíveis causas para a recorrência das fístulas. Conforme o relato da mãe, os médicos avaliam a possibilidade de uma doença intestinal e pretendem realizar novos exames, incluindo uma ressonância magnética.
Família busca tratamento fora de Mato Grosso do Sul
Diante da sequência de complicações, Larissa criou uma vaquinha para tentar levar o filho a Curitiba, onde espera encontrar mais recursos para a investigação e continuidade do tratamento.
“Eu tinha feito uma vaquinha para dar um dinheiro para poder levar ele para Curitiba para fazer essas coisas, porque lá tem mais recursos também, tem como investigar outros tipos de doenças que o Miguel possa ter”, contou.
A mãe afirma que, ao longo dos oito anos de acompanhamento, a família enfrentou repetidamente o mesmo ciclo de procedimentos: Miguel retira a bolsa, retorna para casa e, posteriormente, precisa passar por nova cirurgia devido às complicações.
“Eu só queria que isso passasse. Eu queria que o Miguel pudesse ter uma vida mais tranquila, uma infância mais leve, porque faz anos já que ele está nessa”, afirmou.
Além dos problemas físicos, a rotina também tem afetado o menino emocionalmente. Segundo Larissa, Miguel enfrenta constrangimentos na escola por causa da bolsa de colostomia, que pode vazar e provocar odor. A família busca acompanhamento psicológico para ajudá-lo a lidar com as consequências da condição.
“Meu filho precisa de acompanhamento psicológico, porque ele se sente mal. Isso mexe muito com a cabeça dele”, relatou.
Para a mãe, conseguir acesso a novos recursos e especialistas representa a possibilidade de oferecer ao filho uma rotina com menos limitações.
“Eu só queria que isso passasse, que ele pudesse ter uma infância mais leve”, reforçou.
Campanha busca apoio
A vaquinha foi criada no dia 18 de setembro e tem como objetivo arrecadar recursos para o tratamento da fístula e, se possível, evitar uma nova colostomia. A família também pretende utilizar o dinheiro para viabilizar o deslocamento e a realização de exames e consultas fora do Estado.
Além das doações, os familiares pedem que a campanha seja compartilhada para alcançar mais pessoas. Segundo Larissa, a ajuda recebida até agora tem sido fundamental para que a família consiga manter o tratamento do menino.
“Graças a Deus, Ele tem colocado muitas pessoas de ótimo coração para nos ajudar, porque, se não fosse essas pessoas, eu não sei o que a gente poderia fazer”, disse.
Miguel também resumiu o desejo que acompanha a família desde as primeiras cirurgias: “Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças.”
Como ajudar
Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: 6344570@vakinha.com.br
Antes de realizar a transferência, a orientação da família é conferir se os dados do destinatário correspondem aos responsáveis pela campanha.